Skip to main content

Full text of "Divirta-se com a Eletrônica Nº 08"

See other formats


CHEGOU 



JÊ v**E 



FINALMENTE, O QUE 
..^TODOS ESPERAVAM! 



Kl TS } DOS PROJETOS DE 






DIVIRTA-SE COM A 

ELETtftaEfl 

PELO REEMBOLSO POSTAL 

lãíslãlslãBíãÈlãlãÈIãlãÊIãlãlãlãíãlã 

UMA SEIKIT 

EXCLUSIVIDADE Qfc 




veja instruções 
no interior da revista 



£ 



IVIRTA-SE COM 



31 



BLEM? 




ff 



GRÁTIS! 

COM ESTA. PLACA VOCÊ 
MONTA, FÁCIL, FÁCIL, O MINI- 
AMPLIFICADOR AMPL "2 



kí A 





f& V ' 




Ki 







fCnave 
Pisffador 
perpétuo 
ntenda o 
Transístor 
DICAS e 
luito mais... 



Cr$ 150,00 




DIVIRTA-SE COM A ELETRÔNICA 





ASSINE 




POR APENAS 
Cr$ 1.800,00 

\ PROMOÇÃO 




Prezado amigo: 



Em atendimento a reiteradas solicitações 
de nossos leitores, estamos inaugurando nesta 
data o nosso Departamento de Assinaturas. Como 
assinante de DIVIRTA-SE COM A ELETRÔ- 
NICA você desfrutará das seguintes vantagens: 

1 . Passará a recebei comodamente em casa 
os exemplares da sua revista, sem nenhuma 
despesa de correio. 

2. Pelos 12 números de sua assinatura 
anual, você pagará o mesmo preço durante o 
ano inteiro. Quer dizer: o aumento periódico 
de preços dos exemplares vendidos nas bancas 
nfib incidirá sobre a sua revista. Você continuará 
a recebera por Cr $ 150,00 até o termo de sua 
assinatura. 

3. Você garante o seu exemplar, sem a 
preocupação de adquiri-lo nas bancas e sem 
o risco de perdei importantes edições, indispen- 
sáveis para a continuidade da sua coleçío. 

Voei tem em mios dois cupons de assina- 
tura: um para você, outro para aquele seu amigo 
também ligado às mesmas diversões, que pre- 
enchem os seus momentos de lazer e acrescentam 
muito aos seus conhecimentos de Eletrônica. 

Cord ialm ente, 



BARTOLO F1TTIPALDI 




Divirta -se com a Eletrônica 



•Crtrtrtrtrirtrti 



WToTHMMKM 



EXPEDIENTE 



Editor e Diretor 
BÃRTOLO F1TTIPALDI 

Diretor Técnico c Produtor 
BÊDA MARQUES 

Programação Visual, Artes e Fotos 
BF.DA MARQUES c ZAMBRINI 

Colaboradora 

A. Fanzeres e José A. S. Sousa 

Composição de Textos 

Vera Lúcia Rodrigues da SiNa 

Revisão 

Iara Rosa de Azevedo 
Fotolitos 

Degrade Fotolito Ltda. 

Departamento de Reembolso Postal 
Pedro Fittipaldi 

Departamento de Assinaturas 

Ubiratan Rosa 

Impressão 

Centrais Impressoras Brasileiras Ltda. 

Publicidade 

Pedro Fittipaldi c Micky Yariez 

Fones: (01 1) 21 7-2257 e (01 1) 229-3 196 



Distribuição Nacional 

Abril S/A - Cultural e industrial 

DIV1RTA-SECOM A ELETRÔNICA® 
INPIN? 005030 

Reg. no DCDP sob n° 2284-P.209/73 
Periodicidade mensal 

Copyright by 

BÃRTOLO FITTIPALDI - EDITOR 
Rua Santa Virgínia, 403 - Tatuapé 
CEP 03084 - São Paulo - SP 

TODOS OS DIREITOS RESERVADOS 



J L » .» . JL ' » JL ' » JL JL JL JL * JL ■ . 

NESTE NUMERO 

- Conversa com o Hobbysta ... 2 

• PISCADORPERPÉTUO(Éuma 
nova técnica de montagem com 
circuito integrado, sem a neces- 
sidade de se usar placa de cir- 

2T Culto impresso) . ., 3 

JL'- TERMO CHAVI: .: 9 

tí> - MEDIDOR DE FORÇA (Dina- 

2J- mõmctro) 15 

»■• CAMPO MINADO (Um jogo de 

*r Vida ou Morte) 21 

^-AMPLI-2 (Simples e potente 
amplificador com apenas 2 tran- 

sítoresl) 31 

DICA ESPECIAL (Brinde de 
Capa) 37 

• ATENUADOR CONTINUO 

*h DE LUZ("Dimmcr") 39 

2- TEMPORIZADOR I TRAN- 

yt SfSTOR 45 

A - ENTENDA O TRANSISTOR 
j^- (Fanzeres explica) 50 

- CORREIO ELETRONICO . . .55 

- (DICA) Curso grátis de confec- 
ção de circuitos impressos . . .60 

-(DICA) Faca você mesmo seu 
circuito impresso (Leitor) . . . .61 

- (DICA) Luzes Musicais (Leitor) 62 

ATENÇÃO: A PARTIR DE 
AGORA, VOCÊ JÁ PODE FA- 
ZER A SUA ASSINATURA 
Jf ANUAL DE "DIVIfíTA-SE 
Jf COM A ELETRÔNICA"! VE- 
■* > JA INSTRUÇÕES E CUPOM 
NO ENCARTE. ASSINE HO- 
JE MESMO E GARANTA 
SEUS EXEMPLARES! 



1 



CONVERSA COM O HOBBYSTA 

É grande o número de cartas que temos recebido, onde "espantados" hobbystas, 
estudantes e mesmo professores, declaram coisas do tipo: "foi uma grata surpresa 
descobrir uma revista do género que apresenta tudo de forma simples, direta, sem 
complicações, ao alcance - realmente - de quem não tem o menor conhecimento 
prévio da matéria. . , " 

A nós isso nffo causa espanto, muito pelo contrário! Desde o início foi o espírito 
que pretendemos dar à revista e a ele temos procurado nos manter fiéis. . . 

Nos dias atuais, em que praticamente toda área da tecnologia sofre do mal 
chamado "especializaçffo aguda" (caso - por exemplo - da anedota sobre o enge- 
nheiro especializado em parafusos de rosca esquerda, que se recusa a apertar um de 
rosca direita, por nffo ser a sua especialidade. . .) achamos que há um espaço muito 
amplo (e os leitores têm confirmado isso. . .) para o aprendizado simples e direto, 
sem "tecnicismos" abstratos. . . 

A participação do leitor tem sido intensa e de alto valor para DIVIRTA-SE COM 
A ELETRONICA (Basta uma olhada no CORREIO ELETRÓNICO e nas DICAS 
PARA O HOBBYSTA, para se comprovar essa afirmação. . .) mas, mesmo assim, 
retornamos a avisar que a revista está permanentemente aberta a consultas, crí- 
ticas, sugestões e colaborações. Seja o leitor um hobbysta, amador avançado, 
técnico, estudante, professor, ou simples "curioso", será atendido — na medida do 
possível, dado ao grande número de cartas — pois esse é o nosso objetivo. 

EDITOR 



i* i5 '* <k it lt W 1 



J 4001 
o 



I 15-567 



D555 

o 

T "5" T" 



J 4017- B 



Piscador "Perpétuo" 

(E UMA NOVA TÉCNICA DE MONTAGEM COM CIRCUITO INTEGRADO, 
SEM A NECESSIDADE DE SE USAR PLACA DE CIRCUITO IMPRESSO) 



O PISCADOR 'TERPÉTUO" nío é apenas "mais uma montagem de pisca- 
-pisca". Trata-se de um circuito diferente, muito fácil de montar, usando poucos 
componentes (e nffo muito caros. . .) e que apresenta - graças a um cuidadoso 
cálculo de funcionamento - um interessante desempenho: basicamente, o 
PISCADOR açiona um LED em muito baixa frequência (cerca de 0,5 Hz. ou uma 
piscada a cada dois segundos) e uma das suas utilizações mais lógicas seria a de 
sinalizar qualquer ponto que se necessite encontrar no escuro — por exemplo — 
mesmo em ocasiões em que falte a energia da rede (já que o PISCADOR é ali- 
mentado a pilhas). Pelas explicações dadas até agora, o hobbysta estará se pergun- 
tando: "mas, afinal, o que há de diferente nesses pisca-pisca. . .? "Explicamos: 
a diferença está justamente na palavra 'TERPÉTUO". . . Acontece que, embora 
o piscar do LED seja perfeitamente visível, o consumo médio de energia do circuito 
é tão diminuto, que a duraçffo das pilhas conetadas ao PISCADOR será pratica- 
mente a mesma que elas teriam na prateleira da loja! Em virtude desse incrível 
desempenho, sequer achou-se necessário dotar o piscador de uma chave interrup- 
tora, ficando o circuito permanentemente ligado. 

A presente montagem também servirá de base para a explicação de uma nova 
técnica de construção com Circuito Integrado, sem a necessidade de se usar placa 
de Circuito Impresso- Esse novo sistema (que pode, com grande facilidade, ser 
adaptado pelo hobbysta para as outras montagens de DIVIRTA-SE COM A 
ELETRONICA) vem atender justamente aqueles leitores que tem alguma dificul- 
dade na obtenção da plaquinha padrão, usada como base para a maioria das nossas 
montagens. . . 



: ! .'., : f 



É proibida a reprodução do tolal ou de parle do texto, artes ou fotos deste volume, bem eomo 
j industrialização ou comercialização dos projetos nele contidos. Todos os projetos foram mon- 
tados cm laboratório, apresentando desempenho satisfatório, mas o Editor não se responsabiliza 
pelo mau funcionamento, ou não funcionamento de qualquer deles, advindos de imperícia ou 
erro nas montagens por parte dos leitores, bem como devido a falhas na tolerância de compo- 
nentes avulsos utilizados nas montagens. 



LISTA DE PEÇAS 

— Um Circuito Integrado CMOS 401 1 (sem qualquer alteração na pinagem ou no 
circuito, pode ser usado, em substituição, o Integrado CMOS 4001). 

- Um LED (Diodo Emissor de Luz) vermelho, podendo ser o de mais baixo 
custo que existir no mercado. 




toVsV-sWnWrí^^ 




- Um diodo 1N4148 (pode ser usado como equivalente o 1N914). 

- Um resistor de 47KS2 X 1/4 de watt. 

- Um resistor de 10MÍ2 X 1/4 de watt. 

- Um capacitor, de qualquer tipo, de .22uF. 

- Dois pedaços de barra de conetores parafusados (tipo "Weston" ou similar), 
com sete segmentos cada. Esses pedaços podem ser cortados de banas "intei- 
ras" que costumam apresentar doze segmentos. 

MATERIAIS DIVERSOS 

- Fio fino e solda paia as ligações. 

- Parafusos e/ou cola de epoxy, para a fixação das barras de conetores na super- 
fície de montagem. 

- Um conjunto de pilhas pequenas, de 1,5 volts cada, com o respectivo suporte. 
Em virtude das características "nâ"o críticas" de alimentação do PISCADOR, 
o circuito poderá ser alimentado com 4,5 volts (3 pillias), 6 volts (4 pilhas) ou 
9 volts (6 pillias), indiferentemente. 

(NOTA): Como a construção do PISCADOR é uma montagem experimental, "em 
aberto", preferimos não fazer sugestões específicas quanto a caixa ou aparência 
externa final da montagem, ficando essa parte a inteiro critério do hobbysta. 



4 



Quanto à "base" para o circuito, poderá ser até uma pequena placa de madeira — 
ou mesmo papelão grosso - medindo 10X1 Ocm . 



MONTAGEM 

A primeira coisa a ser feita (principalmente se você ainda é muito "novato" no 
assunto) é consultar-se o desenho 1 , onde são mostrados os componentes principais 
da montagem, em suas aparências, pinagens e símbolos. Atenção, pois os três 
componentes ilustrados (da esquerda para a direita: o Circuito Integrado, o diodo 
e o LED) têm posição cena para serem conetados ao circuito. Qualquer inversão 
causará o não funcionamento do aparelho, bem como a eventual destruição do com- 
ponente ligado "invertido". 

Devidamente "reconhecidos" os componentes do desenho 1, podemos passar 
à explicação da "nova técnica" de montagem (desenho 2). Será necessário o uso de 
um alicate de bico, com a ponta bem fina, ou mesmo de uma pinça. Com essa 
ferramenta "abra", com cuidado, todas as "perninhas" do Integrado, como ilus- 
trado em 2-A. Essa operação é um tanto delicada, devendo ser feita de modo suave, 
para nffo se partir as "perninhas" do Integrado. Um Integrado "perneta" ficará 
muito difícil de ser ligado depois ao circuito. . . Em 2-B vê-se o Integrado já com 
todas as "perninhas abertas". Corte 14 pedaços de fio fino de ligação, com 4 ou 



dosrar com 
cuidado 



soldar fioí? fi NO s 
"as - " perninhas" do 
integrado 




JNTEÔRADO COM 
AS"'pEPNlNHAS" 
JA' ABERTAS 



B 




«nVjfrTWn^Wn^^ 




PERACOS D6 BARRA 
DE CONETORES 
FIXADOS COM COl-A 
OU PARAFUSO A' UMA 
SUPERFÍCIE PLANA 



B 








INTEGRADO UI&ADO 
V AS BAR«AS> DE COnCIORíS 



MOWTA&êM EM PLACA 

PADRÃO DE C IRCUTO 
IMPRESSO 




5cm cada e retire um pouco da isolação nas duas extremidades de cada pedaço de 
flo. Em seguida, com cuidado para não acabar colocando "em curto" dois ou mais 
terminais do Integrado, solde um pedaço de fio a cada um dos 14 terminais do 
Integrado (2-B). IMPORTANTE: durante todas as operações descritas, evite tocar 
diíetamente com os dedos os terminais do Integrado (Os Circuitos de tecnologia 
CMOS costumam ser muito sensíveis a cargas de eletrícidade estática contidas na 
pele da pessoa que os manuseia). Não use roupas de nylon, nem esfregue a mão nos 
cabelos, para evitar que se acumule cargas estáticas em suas mãos, ao lidar com os 
CMOS. 

Observe agora o desenho 3-A. Cole ou parafuse sobre a placa de madeira ou 
papelão (base da montagem) os dois pedaços de barra de conetores, guiando-se 
pela ilustração. Anote os números de 1 a 14 junto aos segmentos dos conetores, 
pois isso facilitará muito a identificação das ligações a serem realizadas em seguida. 
Conete os 14 fiozinhos (já previamente soldados às 14 "perninhas" do Integrado), 
um a um, a cada um dos segmentos das barras de conetores. A ilustração (3-A) 
é muito clara, e não deve deixar qualquer dúvida ao hobbysta. Apenas em cará ter 
comparativo, em 3-B é mostrado o mesmo Integrado, conetado a uma plaquinha 
padrão de Circuito Impresso, com a numeração correspondente. Notar que a "equi- 
valência" é direta e, a partir das informações contidas no desenho 3 (A e B) o 
amador poderá - como já dissemos - "adaptar" todos os projetos de DIVIRTA-SE 
COM A ELETRONICA que usam placa padrão de Circuito Impresso, para o sistema 






de barra de conetores parafusados. 

A montagem propriamente (chapeado) está na ilustração 4. Não são muitas as 
ligações a serem feitas. Ao efetuar as diversas conexões, vá baseando-se na nume- 
ração dos segmentos (que correspondem, diretamente, à própria numeração dos 
pinos do Integrado (ver desenho 1) para evitar erros ou inversões. Atenção à correra 
polaridade ("posição") do LED e do diodo. Ao final, confira todas as ligações com 
cuidado e conete as pilhas. Imediatamente, o LED deverá começar a piscar, em 
lampejos curtos, espaçados em cerca de dois segundos. Se o LED não piscar, 
desligue imediatamente as pilhas e revise todas as ligações e polaridades (inclusive 
do próprio conjunto de pilhas). 

Depois de confirmado o bom funcionamento do circuito, você poderá travar 
todos os parafusinhos das barras de conetores, usando para isso uma pequena gota 
de cola de epoxy em cada "cabeça" de parafuso, ou ainda uma pequena "pince- 
lada" de esmalte para unhas. Isso evitará que os parafusos "desapertem" com o 
tempo, causando maus contatos e instabilidades futuras no funcionamento do 
PISCADOR. 



O diagrama esquemático do PISCADOR "PERPÉTUO" está no desenho 5. 
A seguir vão algumas "dicas" para aqueles mais ousados, que pretendam fazer 
algumas experiências com o circuito. 



AO POSITIVO 
LWS PILHAS 



©■ 



4,5-6-9 \jOLTS 



Q£ 



©' 



zz 



4CH 1 



j^ny*^ 



'V 




<D ® Q> (D 

e' ©' ©' ©' ©' 

itklAUf 



LED 



AO Nf&ATIVO 
DAS PILHAI 



INMIH8 



.2Z^.F 



6 




0^.5- 6-9 v. 



HD^-^D^itV^^ 



<0M 



Mi7Kjv. 



INI4IMS 



tt 



.22-í-F 



Cl. 

40 H 



N LED 



.. 



e 



- Se for conetado ao circuito mais um LED (terminal A do LED ligado ao pino 10 
do Integrado e terminal K ligado ao negativo das pilhas - pino 7 do Integrado) 
os dois LEDs piscarão de forma alternada, ou seja: um acende e outro apaga, 
invertendo-se constantemente suas condições. 

- Se forem usados valores maiores para o resistor de 10MQ e para o capacitor 
de .22^F, a frequência das piscadas diminuirá (ficará mais lenta). 

- Se, por outro lado, forem usados valores menores para os dois componentes 
referidos no item anterior, a frequência aumentará (as piscadas ocorrerão mais 
rapidamente). 

- O resistor de 47KÍ2 determina a duração do lampejo (tempo em que o LED fica, 
de fato, aceso). Se o valor desse resistor for aumentado, o LED permanecerá 
aceso, em cada uma das suas piscadas, por mais tempo. Se o valor do resistor 
for diminuído, o lampejo ficará proporcionalmente mais curto. 

Atençlo, porém: qualquer das "experiências" propostas, alterará a condição de 
"otimizaçío de consumo" com que o circuito foi inicialmente projetado, dimi- 
nuindo a sua característica de "perpétuo". Assim, se você fizer alguma alteração nos 
valores dos componentes, conforme sugerido, não espere uma durabilidade das 
pilhas tão grande quanto será se forem usados exatamente os componetes da LISTA 
DE PEÇAS. 



• • 



•Crirtrtrír&ttrírtrtrCrtt 



A 



Ilil 

■ ■fia 







Termo-Chave 



Os hobbystas que acompanham DIVIRT A-SE COM A ELETRÔNICA desde os 
primeiros números já devem estar familiarizados com montagens que utilizam 
LDRs (Resistores Dependentes de LUZ). Esse interessante componente - cuja 
característica é ter a sua resistividade (valor ôhmico) alterada, dependendo da 
quantidade de luz que atinge sua superfície sensora - serviu de base ao OSCILA- 
DOR FOTO-CONTROLADO (pág. 20 do Vol. 3), CALENDÁRIO SOLAR DI- 
GITAL (pág. 43 do Vol. 3), LÂMPADA MÁGICA (pág. 33 do Vol. 4), CONTROLE 
REMOTO FOTO-ELÉTRICO (pág. 27 do Vol. 5) e outras montagens da revista. 

Na presente montagem, "apresentaremos" aos hobbystas um componente 
ainda não empregado nos nossos projetos, e de funcionamento tão interessante 
quanto o do LDR. Trata-se do TERMISTOR, ou seja: um resistor cujo valor ôhmico 
se altera com a mudança da temperatura que o atinge (perceberam a analogia 
com o LDR, cujas características se alteram com a mudança de luzl). 

Graças a essa capacidade do TERMISTOR, aliada à enorme sensibilidade dos 
Integrados de tecnologia CMOS (também quase sempre servindo como "coraçSo 
eletrônico" para nossos projetos. . .) pudemos projetax um circuito que, com 
pouquíssimos componentes, exerce a função de TERMO CHAVE, isto é: um inter- 



9 




ruptor acionado por calor. As aplicações da TERMO CHAVE sSo muitas, e algumas 
serão sugeridas ao final. 

Como sempre fazemos, procuramos simplificar ao máximo a montagem, que 
está ao alcance de qualquer principiante. O projeto foi desmembrado em duas 
fases (que se completam), podendo ser construído como um simples "AVISADOR 
DE TEMPERATURA" (caso em que o custo e a quantidade dos componentes será 
muito baixo. . .) ou como uma autêntica "CHAVE TÉRMICA" (com o acréscimo 
de apenas mais dois componentes. No primeiro caso, o circuito apresenta um LED, 
que acenderá assim que a temperatura sobre o sensor (TERMISTOR) atingir um 
ponto pré-calibrado. No segundo caso, a TERMO CHAVE será capaz de ligar (ou 
desligar. . .) um eletro doméstico qualquer, assim que a temperatura pré-ajustada 
for atingida. 



LISTA DE PEÇAS 

- Um Circuito Integrado CMOS 4001 . 

- Um TERMISTOR (NTC) com resistência de 220Í2 à temperatura nominal es- 
pecificada pelo fabricante. Na verdade, qualquer TERMISTOR com valor nomi- 
nal entre 100Í2 e 50OÍ2 poderá ser usado em substituição, pois o circuito prevê 
facilidades na calibração. 



fc 




C.INTEGRAPO 



LED 



RELÊ 




Bobina 




.5- NA 
.4-C 

.3- NF 




TRANSIS.TOR 



- Um resistor de 1KS7 X 1/4 de watt. 

- Um potenciômetro de 1KÍ2 - Linear (com "knob"). 

- Um interruptor simples - mini - tipo H-H. 

- Um conjunto de 4 pilhas pequenas de 1,5 volts cada (perfazendo 6 volts), com 
o respectivo suporte. 

NOTA: - Os materiais a seguir, vffo depender de qual das versões da TERMO 
CHAVE se pretende construir (veja texto de abertura). 

- PARA A VERSÃO MAIS SIMPLES:- Um LED vermelho, de qualquer tipo, 
podendo ser o de menor custo. 

- PARA A VERSÃO MAIS SOFISTICADA:- 

- Um transístor BC238 (pode ser substituído por qualquer outro, tipo NPN, de 
silício, para pequena ou média potência). 

- Um relê com bobina para 6 vcc e com pelo menos um contato reversível. (No 
protótipo foi usado um METALTEX AB1RCTR400, porém outros, de caracte- 
rísticas equivalentes, também poderão ser empregados). 

MATERIAIS DIVERSOS 

- Uma Placa Padrão de Circuito Impresso, do tipo para apenas um Circuito Inte- 
grado. 

- Fio e solda para as ligações. 

- Parafusos, porcas e cola de epoxy, para a fixação do circuito, controles, etc., 
à caixa. 

- Uma caixa para abrigar a montagem. Utilizamos uma de plástico, medindo 
10 X 7 X 5cm. Não se esqueça que os componentes "grandes" da montagem 
(conjunto de pilhas e relê) devem "caber" na caixa. . . 



MONTAGEM 

O desenho 1 mostra o aspecto, pinagens e símbolos dos principais componentes 
da montagem. Atençlo à numeração dos pinos do Integrado (vista por cima, na 
ilustração). O TERMISTOR é mostrado em sua aparência mais frequente, mas nâo 
se espante se o que você adquirir for um pouco diferente. LED e o transístor 
também sa"o mostrados. Finalmente, à direita, está um importante componente: 
o relê. Sua aparência e pinagem está ilustrada também da forma mais genérica, 
podendo ocorrer variações, dependendo da procedência. É conveniente consultar-se 
o balconista, na hora da compra, sobre a correia identificação dos pinos (embora a 



10 



11, 




!& &&&&& & && b t riir k irk t rkiift-ki cl í rteM* i ?nfr*rfrfrfrfrfofr& 



ao posnivo da& 
pilHas ( VIA CHan/E ) 




R.P.L6 



TERMISTOR 



^L? l6 tf° 




ThiFTnfàTi 



^ 



LED 





BC 2 38 



AO NEGATIVO 
@ DAS PILHAS 



maioria dos fabricantes costumem imprimir essa identificação no corpo da peça, 
ou na caixa que acondiciona o componentes). 

chapeado da montagem propriamente, está no desenho 2, e requer certa 
atençSo por parte do construtor. Antes de iniciar as ligações, você deverá - obvi- 
mente - optar quanto à versão a ser construída da TERMO CHAVE. Dê uma boa 
"olhada" geral na figura. Se a sua escolha for a versão mais simples, os pontos (A) 
e (B) devem ser interligados (pino 1 1 do Integrado ao terminal A do LED). Nesse 
caso, despreze o relê e o transístor, bem como suas ligações ao circuito. Se, contudo, 
você preferir a versão mais completa do aparelho, então interligue os pontos (A) e 
(C), o que corresponde a conetar-se o pino 1 1 do Integrado ao terminal B do tran- 
sístor. Nessa versão, despreze o LED e suas conexões ao circuito. 

Muita atenção deve ser dedicada à correia posição do Circuito Integrado, em 
relação aos "furinhos" da placa padrão de Circuito Impresso. Os números de 1 a 
14 junto aos furos externos da placa, referem-se diretamente à pinagem do Inte- 
grado e é aconselhável marcá-los a lápis, o que facilitará a identificação dos diversos 
pontos de ligação. Cuidado com os "jumps" (pedaços de fio simples interligando 
dois ou mais "furinhos" da placa). 

Confira tudo ao final, antes de fazer o primeiro teste de funcionamento. 

• • • 



1? 



TESTANDO 

Primeiro vamos ao teste da versão mais simples (com LED). Ligue a alimentação 
da TERMO CHAVE. Se o LED acender, gire lentamente o potenciômetro de ajuste, 
parando exatamente no ponto em que o LED apagar. Faça um teste de sensibilidade, 
segurando com os dedos, levemente, a superfície do sensor (TERMISTOR). Você 
verá que o pequeno calor contido nos seus dedos será suficiente para "disparar" 
o LED novamente, fazendo-o acender! Se, ao ligar a alimentação pela primeira vez, 
o LED estiver apagado, gire o potenciômetro até um ponto qualquer em que o LED 
acenda. Em seguida, volte a girar o potenciômetro, em sentido contrário e bem len- 
tamente, parando no exato momento em que o LED apagar. Faça o teste do "calor 
dos dedos", já explicado. Com um pouco de prática e paciência, a sensibilidade 
da TERMO CHAVE poderá ser regulada (atuando-se sobre o potenciômetro) para 
uma larga faixa de temperatura de disparo. Poder-se-á regular o aparelho para 
"sensibilidade baixa", caso em que - por exemplo - o disparo só ocorrerá com o 
calor (relativamente alto) de um fósforo aceso junto ao TERMISTOR. Em contra- 
partida, regulando a TERMO CHAVE para sensibilidade elevada, bastará a proxi- 
midade da rhSo de uma pessoa (alguns centímetros), para que o calor emanado da 
tal pessoa acenda o LED! Os mais "espertinhos" já devem ter percebido que, 
nessa versão, a TERMO CHAVE poderá ser usada como interessante brinquedo, 
tipo "Medidor de Quentura", ou seja : identificador de qual a pessoa "mais quente" 
num determinado grupo, com todas as brincadeiras maliciosas que podem daí 
surgir. . . 

Agora um exemplo de aplicação para a -versão mais sofisticada (com transístor 
e relê) do aparelho. Observe o desenho 3, que mostra, em esquema simplificado, 
as saídas dos contatos do relê. As letras (NA), (C) e (NF) significam, respectiva- 



* saída 'DA 
TERMO CHAVE 

® © ® 



* SAÍDA" PA 
TERMO CHAVE 



A 



© ® 



v V 



B 



V V 



PARA TERMINAIS DO 
INTERRUPTOR DO APARELHO 
A SER CONTROLADO 



PARA TERMINAIS DO 
INTERRUPTOR DO 
APARELHO A SER CONTROLADO 



13 



t nír5«r£nínínír5^^ târtrtrtrCrtrtrtrtrtrtrirírCrír^^ 



I fUTC 
2.10a (t 




RELÊ 



-^^d^B^B^?) © 



í!íh 



CI.40CN 





BC2 38 



\ 



6V 



mente, os contatos Normalmente Aberto, Comum ou Neutro e Normalmente 
Fechado do relê. 

Dê uma olhadinha à ilustração de abertura (começo do artigo), tentando desviar 
um pouco a vista da moça bonita e observando o aparelho, junto ao ventilador. 
Você gostaria - por exemplo - de fazer com que a TERMO CHAVE ligasse auto- 
maticamente um ventilador, assim que a temperatura ambiente atingisse um ponto 
pré-regulado? Basta efetuar-se a ligaçío como mostrado em 3-A, conetando-se os 
pontos (NA) e (C) da TERMO CHAVE diretamente aos dois poios do interruptor 
normalmente existente no ventilador! Em 3-B é mostrada a ligação para que a 
TERMO CHAVE desligue um aparelho qualquer, assim que a temperatura (sentida 
pelo TERMISTOR) atingir determinado grau. Uma aplicação típica dessa segunda 
possibilidade é no controle de uma chocadeira elétrica - por exemplo - em que o 
aquecimento dos ovos é, geralmente, feito por uma ou mais lâmpadas incandes- 
centes comuns. Nesse caso (desde que corretamente calibrada) a TERMO CHAVE 
desligará o aquecimento (lâmpadas) assim que a temperatura ficar alta demais 
para o fim a que se destina. Afinal, ninguém vai querer que os pintos já saiam dos 
ovos "assados". . . 

O "esquema" da TERMO CHAVE está no desenho 4. Voltamos a advertir que, 
para a versão mais simples, devem ser interligados os pontos (A) e (B), despre- 
zando-se o transístor e o relê. Para a segunda versão, interligar os pontos (A) e 
(C), desprezando-se, nesse caso, o LED. 

É grande a versatilidade e a sensibilidade da TERMO CHAVE, e assim, inúmeras 
outras aplicações serão, com facilidade, descobertas pelo inteligente hobbysta. . . 



• • • 




Medidor de Força 



14 



(DINAMÔMETRO) 



O MEDIDOR DE FORÇA (DINAMÔMETRO) é mais um interessante aparelho 
eletrônico, que se pode construir baseado em apenas um Circuito Integrado, e capaz 
de desempenhar a sua funçSo, tanto como simples brinquedo ou passatempo, 
quanto como dispositivo "sério" de teste (já que o seu funcionamento é baseado 
em conceitos rigorosamente científicos. 

Para explicar o funcionamento do MEDIDOR DE FORÇA, vamos recorrer a 
uma analogia. Existe um teste, dentro do chamado "exame psicotécnico" desti- 
nado â habilitaçSo de motoristas profissionais, que serve para medir a "força física" 
capaz de ser exercida pela pessoa, com as mffos (esse teste destina-se a avaliar a 
"saúde motora" da pessoa, bem como a verificar se ela náo tem alguma disfunção 
grave nos braços e m5os, que a impossibilitem dirigir um veículo com segurança). 
O aparelho que realiza esse teste, chama-se DINAMÔMETRO. O MEDIDOR DE 
FORÇA é, na verdade, um DINAMÔMETRO. 

15 



Basicamente o aparelho constitue numa pequena caixa, com uma escala vertical 
de seis LEDs indicadores. À caixa, são conetadas duas "manoplas" metálicas, que 
devem ser apertadas, simultaneamente, por ambas as mãos da pessoa sob teste. 
A escala de LEDs indicará (não em valores absolutos, mas em caráter "compa- 
rativo". . .) a força capaz de ser exercida pela pessoa, através do "aperto" das mios 
sobre as manoplas. Embora a escala do aparelho mTo possa ser interpretada rigoro- 
samente, é seguro que, num grupo de pessoas submetidas ao teste, o dispositivo 
indica, realmente, qual a mais forte ou a mais fraca. Como também pode ser usado 
como divertido brinquedo, para animar festas e reuniões de amigos, as legendas 
da escala de LEDs guardam uma característica bem humorada. 

A construção é simples, e a montagem não usa muitos componentes, podendo 
ser tentada, mesmo por principiantes, desde que se proponham seguir com atenção 
às instruções. 



• • • 
LISTA DE PEÇAS 

Um Circuito Integrado CMOS 4049. 
Seis LEDs (Díodos Emissores de Luz), de qualquer tipo (preferencialmente, por 
uma questão de preço, usar LEDs vermelhos - mini). 
Seis resistores de 1K2S2 X 1/4 de watt. 
Cinco resistores de lOOKfi X 1/4 de watt. 
Um "Trim-Pot" de 1MÍ2. 
Uma Placa Padrão de Circuito Impresso, do tipo para colocação de apenas um 
Circuito Integrado. 

Uma bateria de 9 volts (a "quadradinha") com o respectivo conetor. Por uma 
questão de preço (embora ocupando espaço um pouco maior) pode-se alimentar 
o circuito com um conjunto de 6 pilhas pequenas de 1,5 volts cada, acondicio- 
nadas no respectivo suporte. 

MATERIAIS DIVERSOS 

Fio e Solda para as ligações. 

Uma caixa para abrigar a montagem. No protótipo foi utilizada uma caixa plás- 
tica medindo 10 X 5 X 3cm. 

Dois conjuntos "macho-fêmea" de conetores banana, destinados à conexão das 
manoplas á caixa do circuito. 

Dois pedaços de cano metálico (cobre, alumínio ou feno) medindo aproxima- 
damente lOcm de comprimento por 3cm de diâmetro. Essas medidas tornam 
"confortável" o manuseio das manoplas, facilitando o uso do aparelho. 

16 






— Parafusos diversos, para conexío dos fios às manoplas, fixação da placa de Cir- 
cuito Impresso e bateria no interior da caixa, etc. 

— Cola de epoxy para a fixação dos LEDs ao painel. 

— Letras e/ou números decalcáveis ou auto-adesivos, para marcação do painel. 

• • • 
MONTAGEM 

A primeira coisa a ser feita é consultar-se o desenho 1. À esquerda é visto o Cir- 
cuito Integrado, com sua pinagem vista por cima. Notar que os pinos ("perninhas") 
do Integrado são contados no sentido anti-horário (contrário ao do movimento dos 
ponteiros num relógio) a partir da extremidade da peça que contém um ponto ou 
chanfro (ou ainda ambos. . .). Ao centro está o LED, em sua aparência, identifi- 
cação dos terminais e símbolo respectivo. 

À direita está ilustrada a confecção da manopla (são necessárias duas). Numa das 
extremidades do pedaço de cano metálico (ver dimensões em MATERIAIS DIVER- 
SOS) deve ser ligada a ponta de um fio (cerca de 50cm de fio), através de um para- 
fuso (se o tubo for de alumínio) ou solda (se o tubo for de cobre ou ferro). Na 
outra ponta do fio, solda-se um conetor "banana" macho, para posterior conexão 
da manopla à caixa do MEDIDOR DE FORÇA (ver ilustração de abertura). 

O preparo da caixa não oferecerá dificuldade, se for baseado, em linhas gerais, 



MANOPLA 





• *>&* 


■<■ 


; 1 




J«6 


ir 




li» 


sf 


4049 




61 




i" 


7! 




110 


»! 




19 




pedaço ve 

CANO META'UCO 



LED 



A ^1 K PLUC3 BANANA 





PARAFUSO 




17 




Os números de 1 a 16, junto aos furos das bordas da placa, correspondem à 



TIL 209 




NEGATIVO 
BATERIA 



MANOPLA 



1 



TIL 209 



também na ilustração de abertura. Abra seis furos, em linha vertical, numa das 
faces maiores da caixa, para a passagem dos LEDs. Estes podem ser previamente 
fixados em seus lugares, através de gotas da cola epoxy (naturalmente pelo lado 
de dentro da caixa). Numa das laterais da caixa, abra dois furos para os conetores 
"banana fêmea", os quais também podem ser previamente fixados. Faça a mar- 
cação do painel (escala de LEDs), usando os números e letras sugeridos em MA- 
TERIAIS DIVERSOS. As legendas brincalhonas sío dadas apenas à título de 
exemplo, podendo ser omitidas ou modificadas, à critério do montador, que, se 
preferir, poderá usar apenas a escala numerada. 

Tudo preparado, podemos passar à montagem propriamente, que está ilustrada 
no desenho 2. Atenção à correia posição do Circuito Integrado, em relação aos 
demais "furinhos" da placa (que é vista pelo seu lado não cobreado). Cuidado 
também com a correia polaridade dos LEDs. Outro ponto importante é a obser- 
vância da numeração dos LEDs (de 1 a 6), que corresponde - diretamente — à 
numeração da escala vista na ilustração de abertura. Qualquer inversão ou erro 
nessa numeração, deixará a escala do aparelho "maluca" (ou invertida). Notar que, 
embora no desenho 2 as manoplas estejam ligadas diretamente à placa principal 
do circuito, para facilitar a visualização, é conveniente, para maior praticidade 
no manuseio, que as mesmas sejam conetadas através dos plugs "banana", conforme 
ilustrado no desenho de abertura. Para tanto, basta ligar-se os dois "banana-fêmea' 
(pré instalados na lateral da caixa) aos pontos 8 e 1 4 da placa. 



numeração da pinagem do Integrado e sugerimos que o montador os marque, à 
lápis, pois isso facilita muito a identificação dos diversos pontos de ligação, preve- 
nindo e evitando erros e inversões "fatais" ao funcionamento do circuito. 

Devido ao baixíssimo consumo do aparelho, enquanto ninguém estiver 
"medindo a força", não foi previsto um interruptor geral para a alimentação; 
devendo a bateria (ou pilhas) ser ligada diretamente â placa (positivo ao ponto 1 e 
negativo ao ponto 8). Entretanto, se o hobbysta desejar instalar um interruptor 
geral, poderá fazé-lo justamente entre o ponto 1 e o positivo da bateria. 

Ao fim da montagem, confira tudo com cuidado e — convencido de que não há 
erros ou inversões (cuidado com a polaridade da bateria) — instale o conjunto na 

caixa. 

• • • 

CALIBRANDO E MEDINDO A FORÇA 

Se ninguém estiver tocando - simultaneamente — as duas manoplas, nenhum 
LED deve acender. Para facilitar, o ajuste ou calibração do circuito dever ser feito 
com a caixa aberta, para facilitar o acesso ao "trim-pot". Com as mãos limpas e 
secas, aperte as manoplas (ver ilustração de abertura). Um ou mais LEDs deverá 
acender. Ajuste o "trim-pot" para que, com um aperto firme, porém não excessivo, 
a escala de LEDs acesos atinja o índice 3 ("Normal"). Pronto. O aparelho já está 
calibrado. 



(M.n- 



(0OK-"- IOOK«- «50K"- WOffi- WOK."- 




C.I.4049 



10 ¥(1 9<5 




'-L LL LL ÍL £L tL 
•&X laL <ZSL 43L -i-i «3E 



Til 209 



'MANOPLAS' 



J 



18 



19 




XwwwrtrtWWra-írtww^ 



- - » « Á . k 



•trtrtr ínVjWnVTVsWrt^^ 



Chame um gmpo de amigos e faça um teste comparativo, para verificar quem 
— através do aperto das manoplas — consegue atingir o maior índice (ou — por 
analogia — quem é o "mais forte" do grupo. . .)• Para que haja igualdade de con- 
dições para todos, é necessário que as mSos dos participantes estejam limpas e secas. 
Mâ"os úmidas ou com a palma transpirando falseiam a 'leitura" da força do 
operador (em favor deste, ou seja: indicando "força superior à real". . .), por isso 
é conveniente que todos enxuguem bem as mãos, com um pedaço de pano ou 
toalha, antes do "teste". 



O diagrama esquemático do MEDIDOR DE FORÇA está no desenho 3. Para os 
mais "avançados" adiantamos que o aparelho nfo é mais do que um "medidor de 
resistência ôhmica"! Toda pessoa apresenta uma certa "resistividade elétrica 
natural" na pele. Quanto maior a pressão da pele das mãos da pessoa sobre as 
manoplas metálicas (agarrando-as com mais. força), menor essa resistividade e mais 
alto o índice alcançado na escala do instrumento. Daí a necessidade de todos os 
"testados" estarem com as mios secas (a umidade diminui a resistividade) e limpas 
(a sujeira aumenta a resistividade). Por exemplo: se você lavar as mios em salmoura 
(água com sal) e secá-las apenas superficialmente, antes do teste, conseguirá com 
facilidade atingir o Índice "Super Homem". De outro lado, secando muito bem as 
mios e passando talco nas palmas, provavelmente você nffo ultrapassará o índice 
"Bananffo". . . 







PROFESSORES E ESTUDANTES DE 
ELETRÔNICA 

escrevam-nos, apresentando suas 

ideias e sugestões 




Campo Minado 



(UM JOGO DE VEDA OU MORTE. . .) 



A ROLETA RUSSA (Vol. 3) conseguiu grande sucesso entre os hobbystas. . . 
É muito grande, até o momento, o número de cartas que recebemos de leitores 
que concluíram com êxito a montagem do jogo! Desde o início nos propomos 
a apresentar sempre um projeto de "jogo eletrõnico", a cada número de DIVIR- 
TA-SE COM A ELETRÔNICA, pois sabíamos do grande atrativo que esse tipo de 
montagem exerce sobre o hobbysta. 

No presente número, trazemos mais um jogo, tio emocionante e dinâmico 
quanto os anteriormente apresentados. O projeto do CAMPO MINADO não é 
difícil de ser executado, mesmo pelos iniciantes (desde que, como "treinamento 
prévio" já tenliam montado alguns dos jogos publicados na revista. . .). Na ver- 
dade, a parte puramente eletrônica da montagem é muito simples e nffo deverá 
ser de custo muito elevado para o leitor. Já a parte externa, de "acabamento" do 
jogo, demandará alguma habilidade mecânica, e um certo "bom gosto" por parte 
do montador, para que a aparência final do jogo fique bem atraente. Mesmo assim, 



20 



21 




nSo acreditamos que apaieçam dificuldades "intransponíveis" para o hobbysta, 
durante a construção do CAMPO MINADO. Estamos "cansados de saber" da capa- 
cidade que o amador de eletrônica tem de "improvisar" soluções, sempre que 
necessárias para o bom êxito de uma montagem. . . 

Primeiro algumas explicações básicas sobre o jogo (que serio detalhadas ao 
final). O CAMPO MINADO pode ser jogado por apenas um participante, contra "a 
máquina, ou ainda por dois, três ou quatro participantes, disputando entre sf (e, 
ao mesmo tempo, contra "a máquina". . .)• 

O CAMPO MINADO é jogado com fichas plásticas coloridas, com base metálica 
(explicado mais adiante), as quais sá"o deslocadas pelo jogador (ou jogadores), passo 
a passo, através de uma "pista" cheia de encruzilhadas que podem ou não estar 
"minadas". 

O "campo de jogo" deve sempre ser atravessado em diagonal, ou seja, de A para 
C (ou vice-versa) ou de B para D (ou vice-versa), seguindc-se a ilustração de aber- 
tura, deslocando-se a ficha pelo labirinto de encruzilhadas, andando-se apenas um 
estágio de cada vez (nSo se pode "saltar" uma encruzilhada, esteja ela ocupada 
ou nJo por ficha de outro participante. . .). 

O jogo é muito interessante, cheio de suspense, dotado de efeitos sonoros, e 
envolve, além da pura sorte, uma boa dose de "memória visual" por parte dos 
jogadores. Sem sorte, memória e capacidade de raciocínio, dificilmente alguém 
conseguirá atravessar o CAMPO MINADO sem explodir. . . 

• • • 
LISTA DE PEÇAS 

- Um circuito Integrado CMOS 4017. 

- Um Circuito Integrado CMOS 401 1 . 

- Um transístor BC238 ou equivalente. 

- Dois díodos 1N4148 ou equivalente. 

- Um reãstor de 47Í2 X 1/4 de watt. 

- Um resistor de lOKíi X 1/4 de watt. 

- Quatro resistores de 100KS2 X 1/4 de watt. 

- Um capacitor (poliéster) de .01 /íF. 

- Um capacitor (poliéster) de .1/jF. 

- Um alto-falante mini (2 ou 2,5 polegadas) com impedância de 8Í2. 

- Um interruptor de pressão ("push-bottom") tipo normalmente aberto. 

- Um interruptor simples (chave H-H mini). 

- Quatro pilhas pequenas de 1 ,5 volts cada (perfazendo 6 volts) com o respectivo 
suporte. 

- Duas placas padrSo de Circuito Impresso, do tipo para um Circuito Integrado 
cada. 

22 



frirtrCrtrtrCHrtrtrtrtrtrt^^ 











PAINEL VO 
JOGO 

f- campo") 

1 




ÕT 




5 
1 \ 3 


c 




i 




Á 


4 










' \ ' 


v"5 


1 \ 


4 


1 N, 


B 






i \, 




A 




i 









MATERIAL PARA A CONFECÇÃO DA CADCA 
E PARTES EXTERNAS DO JOGO 

- Caixa para abrigar a montagem. No protótipo foi utilizada uma caixa de madeira 

- especialmente confeccionada - medindo 40 X 40 X lOcm. (Se o hobbysta nâ"o 
tiver as ferramentas e a habilidade para construir a caixa, poderá encomendá-la 

— a um preço relativamente baixo — numa marcenaria). 

- Quatro fichas plásticas coloridas (do tipo normalmente usadas em jogos) - em 
cores diferentes. 

- Quatro discos metálicos (podem até ser moedas. . .) com diâmetro semelhante 
ao das fichas plásticas. 

- Quarenta alfinetes (ou pregos finos, de cabeça redonda) que serio usados como 
"sensores de presença" nas encruzilhadas. 

- Lápis, régua, esquadro, tintas, pincel (material de desenho, enfim), para a elabo- 
ração do painel de jogo. 

- Letras decalcáveis ou auto-adeshras, para a demarcação do painel de jogo, con- 
troles, etc. 

MATERIAIS DIVERSOS 

- Fio fino e solda para as ligações. 

23 




— Parafusos e porcas para a fixação do interruptor geral (chave H-H), placas de 
Circuito Impresso, suporte das pilhas, etc. 

- Colaepoxy. 



ínttrtrfnVsWn^^^ 



A CAIXA, PAINEL E AS FICHAS 

No presente projeto, a correta construção da caixa é fundamental, não só para a 
boa aparência, como para o bom funcionamento do jogo. Portanto, aconselhamos 
ao leitor que siga, com a maior atenção, as explicações e ilustrações a seguir. 

Baseandose na ilustraçfo de abertura, a primeira coisa a ser feita, numa das la- 
terais menores da caixa, as furacões para a saída de som do alto-falante (círculo 
de "furinhos" à esquerda), para a chave "liga-desliga" (interruptor H-H) ao centro, 
e interruptor de pressão ("push-bottom") à direita. Se você encomendou a feitura 
da caixa á uma oficina de marcenaria, aproveite para solicitar essa furacão (natu- 
ralmente dando as medidas dos furos. . .). Não se esqueça que o fundo da caixa 
deve ser removível, para facilitar tanto a própria montagem do projeto, quanto ás 
eventuais futuras trocas das pilhas. 

O pequeno alto-falante pode ser previamente colado com epoxy, bem atrás dos 
furos de saída de som. Também os dois interruptores podem ser fixados em suas 
posições, antes de se começar a montagem. 

O segundo passo, também muito importante, é a confecção do painel de jogo 
Observe o desenho 1 e reproduza-o, da maneira mais exata possível, na face maior 
da caixa (ver ilustração de abertura). Trace-o primeiro a lápis, usando régua e es- 
quadro. "labirinto" não é tão complexo quanto possa parecer à primeira vista 



ENCRUZILHADA" 
SENA MINA. 



ENCRUZILHARA 

QUE PODE SER 

-' MINADA" 




CABEÇAS 



Alfinetes- 



ALFINETeS 




CA6EÇAS 



SOLDAR 







PICHA DE JOGO 
( PLÁSTICO COLORIDO') 



COLAR 




FICHA 
PRONTA 



PLÁSTICO 



DISCO METÁLICO 

OU MoePA 



> 



-METAL 



pois, se observado com atenção, verificar-se-á que se trata de um desenho geomé- 
trico e simétrico, baseado em dois quadrados sobreposto. Verifique com atenção 
se não esqueceu de nenhum segmento de "pista" ou de nenhuma "encruzilhada", 
bem como dos quatro pontos de partida/chegada (A, B, C e D), antes de pintar 
definitivamente o painel. Com esses cuidados, você terá um "campo de jogo" 
bem atraente e colorido. IMPORTANTE: os números (desenho 1) marcados junto 
á maioria das "encruzilhadas'* não devem ser pintados definitivamente no painel, 
constituindo apenas referências para as futuras ligações eletrônicas das "encruzi- 
lhadas" ao circuito do jogo. Assim, depois de pronto e pintado o painel, marque 
esses números levemente, à lápis, de maneira que possam ser vistos com clareza, 
mas também que possam ser apagados após o término da montagem (notar na 
ilustração de abertura, que esses números não aparecem. . .). 

Agora, passe ao desenho 2 que mostra em detalhe os macetes das "encruzi- 
lhadas". Em toda encruzilhada (se o leitor ainda não percebeu, chamamos de 
"encruzilhada" àquela "rodelinha" existente em todo cruzamento de duas ou mais 
"pistas" do "labirinto" do painel. . .) devem ser introduzidos dois alfinetes ou 
pregos, de maneira que apenas as cabeças sobressaiam na superfície do painel . À 
esquerda do desenho 2 está ilustrada uma "encruzilhada sem mina" e, à direita, 
uma "encruzilhada que pode ser minada". Explicações maiores serão dadas mais 
adiante. Por enquanto, basta saber que as "encruzilhadas sem mina" não recebem 
qualquer tipo de ligação aos seus alfinetes E SÃO AQUELAS NÃO NUMERADAS 
NO DESENHO 1. Já as "encruzilhadas que podem ser minadas" terão seus alfi- 
netes ou pregos ligados ao circuito, E CONSTITUEM AQUELAS NUMERADAS 
NO DESENHO 1. 

Ainda antes de se iniciar a parte eletrônica da montagem, devem ser preparadas 



24 



25 




V 

as fichas de jogo, conforme ilustração 3. Simplesmente cole com epoxy cada uma 

das quatro fichas plásticas coloridas aos discos metálicos (ou moedas). 



• • 



MONTAGEM 






Como em todas as montagens de DIVIRTA-SE COM A ELETRONICA, reco- 
menda-se que, inicialmente, o hobbysta (principalmente o iniciante) "reconheça" 
os principais componentes do projeto, aqueles que têm posição e polaridade certas 
para serem ligados. O desenho 4 mostra, da esquerda para a direita, os Circuitos 
Integrados, com suas pinagens vistas por cima, depois o diodo, em sua aparência, 
identificação de terminais e símbolo. Não inicie a montagem sem antes estar bem 
familiarizado com esses importantes componentes. Lembre-se que qualquer deles 
que seja ligado de forma "invertida" ou incorrera, poderá queimar-se, além de 
acarretar o não funcionamento do jogo. 

A montagem propriamente (chapeado) está no desenho 5, e deve ser feita com 
o máximo de atenção, Verifique com cuidado a correm posição dos Integrados 
em relação aos "furinhos" das placas padrão de Circuito Impresso. Os números 
marcados junto aos furos "externos" das plaquinhas, referem-se diretamente 
á pinagem dos Integrados nelas inseridos e devem ser marcados a lápis, para facilitar 



»t 







7D - 

40H 



?"© 




I 




©■ 



26 



TJ 



40(7 



'0 




DlODO 




BC 2 38 






PARA O LADO (6) 

DE TODOS OS OON JUTOS 

DE MINA<=> 



FTE 8-< 




BC 2 38 



©= 



6v. 



I f)'« " <& »' 




!■»"** * 



T 



£- 



■0 



rr 

MINAS MINAS NVNAS NIIMAS MINAS 

© ® © O 

LADO (Â) 



DE CACA CONJUNTO 



a identificação dos pontos de ligação e evitar erros. 

Todos os pontos marcados com (-) devem ser juntados (soldados) e ligados 
ao negativo do conjunto de pilhas. Os pontos marcados com (+) também devem ser 
soldados entre si, e ligados ao positivo das pilhas, passando antes pelo interruptor 
geral (chave H-H). Também as conexões ao alto-falante e ao interruptor de pressão 
(botão de "Início") já podem ser feitas. 

Ao ponto 8 da placa do Integrado 401 1 deve ser ligado um pedaço de fio com 
cerca de 30cm de comprimento, para posterior ligação ao painel. Também aos 
pontos 2, 3, 4, 7 e 10 da placa do Integrado 4017, devem ser ligados pedaços de fio 
com 30cm cada, que, posteriormente, serão conetados ao painel. 

Confira tudo, verificando se não há erros ou inversões. 

LIGAÇÕES DO PAINEL 

Observe novamente os desenhos 1 e 2. No desenho 1, você notará que existem 
cinco grupos de minas, com quatro minas cada grupo. Explicando: todos os pontos 
marcados com (1) constituem o primeiro grupo de minas. Os pontos marcados 
com (2) formam o segundo grupo, e assim por diante. Para não deixai dúvidas: 
existem quatro encruzilhadas no grupo 1, quatro no grupo 2, quatro no grupo 3, 
quatro no grupo 4 e quatro no grupo 5. As encruzilliadas não numeradas consti- 
tuem os pontos "não minados" (conforme já explicado) e podem ser ignorados, 
para efeito de ligação ao circuito. 

Considere (em todas as encruzilhadas numeradas), o alfinete da esquerda como 
A e o da direita como B (ver direita do desenho 2). 

Interligue, com pedaços de fio soldados, todos os alfinetes B de todas as encru- 
zilhadas numeradas, ligando-os, ao final, ao fio que vem do ponto 8 da placa do 
Integrado 4011. Em seguida (também com pequenos pedaços de fio soldados) 
ligue entre si os alfinetes A do grupo 1 de minas, ligando-os ao fio que vem do 
ponto 3 da placa do Integrado 4017. Faça o mesmo com os alfinetes A do grupo 2, 

mas ligando-os ao fio que vem do ponto 2 da placa do 4017. Depois os alfinetes A 
do grupo 3 ao fio que vem do ponto 4. Os do grupo 4 ao fio que vem do ponto 7 
e, finalmente, os do grupo 5 ao fio que sai do ponto 10. 

£ importante, para o bom funcionamento do jogo, que essas ligações sejam 
feitas rigorosamente como explicado. Aqueles que já sabem 'ler um esquema" 
poderão baseax-se diretamente no diagrama do circuito (desenho 6), onde as liga- 
ções das encruzilhadas que podem ser minadas são mostradas de maneira muito 
clara. De qualquer maneira, é necessária grande atenção nessas ligações. Confira 
tudo ao final, verificando, principalmente, se os "grupos de minas" estão de acordo 
com o mostrado no desenho 1 . 



tttfrtrtrtrtrtrírtrtrttfr^^ 






• • 



28 



6V. 



© 



6V. 



INICIO L 



©fc 



V. 



IM4"* 



iOOK-n. 




*h 



fev.® 



47.A- 



.OUF 



«. 



"0 



Ao *r 





©I 

GRUPOS '©li 1 1 



IS" 




BC238 



rrn rrn 



© 



© 



m 1 %aou 



DE -mimas- ®llij lujj Lyj ÍLfJ llli 7^ 



I0OK 




.UF 



ATRAVESSANDO O CAMPO MINADO 

Tudo montado e instalado, você pode fazer um primeiro "jogo-teste", sozinho. 
Coloque uma das fichas de jogo (com o lado metálico voltado para baixo) no canto 
A do painel de jogo. Ligue o interruptor geral e pressione o botão de "início". 
Ao ser apertado esse botão de começo de jogo, deve-se ouvir um som agudo no alto- 
-falante. Esse som indica que "as minas estão sendo colocadas no campo". Em se- 
guida, tente atravessar o campo, de A para C, sem saltar encruzilliadas, ou seja, 
passo a passo, movendo a ficha e depositando-a sobre as encruzilhadas, em cada 
movimento executado. A única regra a ser respeitada é a de não saltar encruzi- 
lhadas. Fora isso, você pode mover a ficha em qualquer direção (desde que seguindo 
os segmentos da trilha que unem as encruzilhadas). Você terá uma boa dose de sorte 
se conseguir atravessar todo o campo (de A até C) sem "explodir". A "explosão da 
mina" é indicada, automaticamente, por um som grave no alto-falante, que é 
disparado assim que você deposite a ficha sobre uma "encruzilhada minada". Nesse 
caso, você já foi "desta para melhor". . . Se você "sobreviveu" às minas no percurso 
entre A e C, tente atravessar o campo (sem mexer nos controles do jogo) no sentido 
B para D. Pode considerar-se uma pessoa de muita sorte, se conseguir fazer os dois 
percursos sem "pisar numa mina". . . 

Para mais de um participante, as regras são idênticas às já explicadas. Ao início 



29 




de cada jogo, deve ser pressionado o interruptor de começo de jogo (ouvindo-se o 
som agudo que indica "minas sendo colocadas"). Se forem dois os jogadores, um 
faz o percurso A— C e o outro o caminho B— D, movendo as fichas alternadamente. 
Vence aquele que primeiro chegar ao seu objetivo (isso no caso de ambos sobre- 
viverem às minas "escondidas" pelo caminho. . .), ou o "último a morrer". . . 
Quando jogam três ou quatro pessoas, as fichas de cada jogador devem atravessar 
o campo, sempre nas diagonais, de A para C, de B para D, de C para A ou de D para 
B. Exemplificando, se um jogador sai de A, deverá terminar o jogo (se continuar 
"vivo". . .) em C. Por outro lado, o jogador que sai de C termina o jogo em A. 
As três regras básicas sSo: 

- Proibido "saltar encruzilhada". Cada jogador, na sua vez deve mover a ficha 
apenas por um estagio do caminho. 

- Proibido ocupar casa ("encruzilhada") já ocupada por ficha de outro jogador. 

- Ficha "explodida" numa encruzilhada "minada" (ouve-se o som grave indica- 
tivo. . .) está automaticamente fora de jogo. 
Vence quem primeiro conseguir atingir o extremo oposto da sua diagonal (ou, 

se todos "explodirem", o último a "morrer". . .). 

As regras são simples e fáceis de aprender, não deixando margens para dúvidas. 
Embora jogadores "tarimbados" e de boa memória logo percebam que há uma 
série de pontos que nunca estão minados, isso de pouco valerá, pois nunca se sabe 
se, no próximo movimento a ser executado, a ficha cairá numa encruzilhada "com 
bomba" ou nâo. . . importante é, no decorrer do jogo, anotar -se mentalmente os 
pontos onde "alguém já explodiu" e evitar, por todos os modos, passar por esse 
ponto, pois as "encruzilhadas perigosas" permanecerão nessa condição, até que seja 
novamente pressionado o botão de "início". 

A característica puramente aleatória com que o jogo determina qual conjunto 
de encruzilhadas será "minado" a cada partida é que gera todo o suspense do 
CAMPO MINADO, capaz de enganar mesmo quem já tenha jogado várias vezes e 
"pense" que descobriu um "caminho ideal" para chegar ao outro lado sem "virar 
picadinho" pelo caminho. . . 



participe da seção 

«DICAS PARA O HOBBYSTA 



» 



AMPLI-2 

SIMPLES E POTENTE AMPLIFICADOR COM APENAS 2 TRANSÍSTORES! 



DIVIRTA-SE COM A ELETRONICA já publicou diversos projetos de ampli- 
ficadores, sempre procurando enfatizar ao máximo a simplicidade dos circuitos 
e a facilidade na montagem. Assim foi o INTER COMUNICADOR (Pág. 47 do 
Vol. 1) que, embora de uso específico, ná"o passava de um mini-ampíificador a 
Integrado, o MEGAFONE ELETRÔNICO (Pág. 24 do Vol. 2), também de uso 
específico, mas "no fundo" um amplificador de um só transístor, o REFORÇA- 
DOR DE SOM (Pág. 37 do Vol. 3), o AMPLI-SMPLES (Pág. 7 do Vol. 4) e o 
AMPLIFICADOR SUPER-SIMPLES (Vol. 6). Algumas das montagens do género, 
já publicadas, eram baseadas em Circuitos Integrados, outras em transístores. 

Voltamos com mais um projeto de amplificador (atendendo a pedidos de muitos 
hobbystas), mantendo a linha de simplicidade e facilidade, sem perda na eficiência 
e desempenho. O AMPLI-2 é um circuito de razoável potência (podendo alcançar 
mais de 1 watt), boa fidelidade e sensibilidade média. É um projeto ideal para ser 
construído "em aberto", para uso na própria bancada do hobbysta, embora tam- 
bém possa ser aplicado, com êxito, a pequenas vitrolas portáteis, que utilizam 
cápsula de cristal. 

Dentro da nossa linha de mostrar, sempre que possível, diversas técnicas de mon- 
tagem - diferentes - a cada ediçío, a construção do AMPLI-2 será descrita no siste- 
ma "bana de conetores parafusados", o que possibilitará ao amador a troca fácil 
dos componentes principais (transístores, resistores, etc.) para tentar experimentar 
alterações no desempenho do circuito. Entretanto (em virtude de serem muito 
semelhantes. . .) nada impede que o hobbysta opte pela construção "definitiva" - 
em barra de terminais soldados. 

Tratando-se de projeto "em aberto", não faremos sugestões ou recomendações 
específicas sobre a caixa para a montagem, etc, ficando esses itens "secundários" 
à critério do próprioliobbysta. 

Itens fundamentais do projeto são os que dizem respeito à ampla gama da tensão 
de alimentação (podendo variar de 3 a 12 volts), bem como à utilização, na saída, 
de Alto-Falantes de 4, 8 ou 16Í2, de tamanhos variados. Em suma: é um projeto 
"flexível", ideal pois, como foi dito, para integrar a própria bancada do amador. . . 



• • 



30 



31 




{ # ri « rírírírírírí rt rírírírírírí ^^ 





DISSIPADOR 



LISTA DE PEÇAS 

Um transístor FT3055 (Também pode ser usado o TDP3055). 

Um transístor BC238 (Como equivalente, pode-se usar o BC548). 

Um resistor de 47S2 X 1/2 watt. 

Um resistor de 2M2Í2 X 1/4 de watt. 

Um potenciômetro de 100KS2 - Linear - Com chave (A chave no próprio 

potenciômetro "economiza" o uso de um interruptor "liga-desliga"). 

Um capacitor de poliéster, de .1/uF. 

Um pedaço de barra de conetores parafusados, com 7 segmentos (Pode ser 

cortado de uma bana "inteira", que costuma ter doze segmentos). 

MATERIAIS DIVERSOS 

Um Alto-Falante (Pode ser com impedância de 4, 8 ou 16ÍÍ e de qualquer 

tamanho, desde que capaz de suportar um mínimo de 5 watts, por medida de 

segurança). 

Conjunto de pilhas ou bateria para a alimentação (Conforme já explicado, a 

alimentação poderá ser feita com 3, 4.5 , 6, 9 ou 12 volts). 

Um dissipador pequeno para o transístor FT3055 (Apenas necessário se forem 



32 



r 



!■■ 



UMA GRAflOE 

SURPRESA 

PARA VQCÊ. 

CHEGARAM QS KIT5 ! 

NÃO CORRA MAIS, DE LOJA EM LO- 
JA, «CAÇANDO» OS COMPONENTES! 
AGORA, PELO REEMBOLSO POSTAL 
VOCÊ TERÁ EM SUAS MÃOS, POR 
BAIXO PREÇO, KITS PARA MONTAR 
E SE DIVERTIR ! 



TODOS OS KITS SERÃO FORNECIDOS COM COMPONENTES 
PRÉ TESTADOS, GARANTINDO ASSIM O SEU FUNCIONA- 
MENTO! 



EXLUSIVIDADE 

SEI KIT 

O KIT INTELIGENTE 



QK 



/^OFERTA ESPECIAL SEIKIT! 



HOBBYSTA NÃO PODE PERDER ESTA OPORTUNIDADE 
ÚNICA DE SUPRIR A SUA BANCADA COM O MAIS COMPLE- 
TO E MAIS ECONÓMICO PACOTÃO DE COMPONENTES VA- 
RIADOS! AS QUANTIDADES, VALORES E ESPECIFICAÇÕES 
DE TODOS OS COMPONENTES FORAM RIGOROSAMENTE 
CALCULADOS EM FUNÇÃO DAS MONTAGENS DE DIVIRTA- 
SE COM A ELETRONICA, MAS O HOBBYSTA PODERÁ UTILI- 
ZÁ-LOS EM QUALQUER PROJETO, INCLUSIVE OS DE SUA 
PRÓPRIA CRIAÇÃO! O PACOTAO É CONSTITUÍDO DE: 

* 

05 Circuitos Integrados (Linha C. MOS, temporisadores e Ampli- 
ficadores Operacionais). 
10 Transístores (PNP, NPN, Unijunção, pequena ealta potência). 
15 LEDs (vermelhos e verdes). 

09 Diodos (baixa e alta potência). 

50 Resistores (valores variados, de 100í2 a 1Mí2). 

21 Capacitores (valores variados, de .01^ F a 1.000/iF). 

03 Potenciómetros (valores de 1Kfi a 100K£2). 

02 Trim-Pots (10Kí.« e100Kn). 

01 LDR (ou Foto-Transístor). 

02 Atto-Falantes Mini (8S2). 
02 Transformadores (saída e alimentação). 
02 Lâmpadas Néon. 

10 Chaves H-H mini. 
02 Interruptores de Pressão ("Push-Bottons" - normalmente 

aberto). 

* 

PREENCHA HOJE MESMO O SEU CUPOM DE PEDIDO, E 
RECEBA EM SUA CASA ESSE COMPLETO "SUPRIMENTO" 
PARA A SUA BANCADA POR APENAS: 

* CRS 4.100.00* (KIT N9 068) * 

UM PREÇO INCRÍVEL, PARA UM "PACOTÃO" COM MAIS 
DE 130 COMPONENTES PRÉ-TESTADOS! 

u Veja cupom neste encarte 




usados Falantes de 4 ou 8Í2 e alimentação superior a 9 volts). 

- Conetores para a "entrada" do amplificador (Se forem desejados), podendo ser 
tipo RCA, "universal" ou outros. 

— Uma superfície-base para a montagem (Até uma pequena placa de madeira, 
medindo 10 X lOcm deverá servir). 



MONTAGEM 

O desenho 1 mostra o aspecto, pinagem e símbolo dos dois únicos transístores 
da montagem. Junto à ilustração do FT3055 é mostrada a forma de fixação do 
dissipador de calor. O leitor que tiver dificuldade em adquirir tal dissipador, poderá 
facilmente confeccionar um, dobrando em "U" (siga a ilustração 1) uma plaquinha 
de alumínio medindo 5 X 5cm e fazendo um furo na placa para a passagem do 
parafuso de fixação do transístor. Será necessário também um conjunto de parafuso 
e porca, na medida 3/32 ou 1/8 para a fixação do transístor. 

A montagem está ilustrada no desenho 2. Notar que, fora as ligações aos termi- 
nais do potenciômetro e do Alto-Falante, todas as demais conexões não requerem 
solda, pois são feitas pela própria pressão dos parafusos existentes nos diversos 
segmentos da barra de conetores. Os números de 1 a 7 nos segmentos da barra 



FT3055 



BC 2 38 



ENTRADA 




PILHAS 

e-\z vocrs. 



AOO * 






I 



ENTRADA 



fOOK 



2M2-. 



Hl 1 ®- 

BC2 38 



\ 



FT3055 




6-(2 

VOLTS 



estão marcados para facilitar a identificação de cada ponto de ligação. Lembrai 
que não é necessário um aperto muito forte nos parafusos da barra de conetores, 
pois isso pode partir os terminais um tanto "delicados" de alguns dos componentes. 
Basta um aperto firme o suficiente para assegurar bom contato elétrico e boa rigidez 
mecânica ao conjunto. £ bom conferir todas as ligações ao final, antes de conetar-se 
a alimentação ao circuito. Os transístores são muito sensíveis a inversões de pola- 
ridade e podem ser permanentemente danificados por uma ligação indevida. 

• • • 

AMPLIFICANDO 
(PARÂMETROS GERAIS DO AMPLI-2) 

A ilustração 3 mostra o diagrama esquemático do AMPLI-2, em toda a sua sim- 
plicidade. É conveniente levar em consideração algumas características importantes 
do circuito, em seu funcionamento. Vamos enumerá-las a seguir e o hobbysta 
deverá guiar-se por elas, ao efetuar qualquer experimento com o AMPLI-2, 
- A entrada do AMPLI-2 requer um "sinal" relativamente alto para que o amplifi- 
cador dê "boa potência" na saída. Fontes de "sinal alto" são, por exemplo, uma 
cápsula de cristal (do tipo usada nas vitrolas de baixo custo) ou a saída de um ra- 
dinho portátil transistorizado. Um microfone dinâmico não funcionará bem, se 
ligado à entrada do AMPLI-2 (A menos que se intercale um PRÉ-AMPLIFI- 

34 



CADOR como o publicado na pág. 3 do Vol. 5). 

- De maneira geral, quanto maior for a tensão da fonte de alimentação do AM- 
PLI-2, maior será a potência obtenível em sua saída. Lembre-se, contudo, de 
dotar o transístor FT3055 do dissipador, sempre que a alimentação for maior 
do que 9 volts. 

- Também de maneira geral, quanto menor for a impedância do Alto-Falante 
utilizado, maior será a potência de saída. Com Falantes de 4 ou 8Í2, entretanto, 
recomenda-se o uso do dissipador no transístor de saída. 

- Independente da tensão de alimentação e da impedância do Alto-Falante, quanto 
maior for o tamanho deste último, melhor deverá ser o rendimento sonoro 
(além de uma melhor "resposta" de graves). 

Respeitados esses parâmetros, muitas experiências poderão ser feitas com o 
circuito básico do AMPLI-2 (aproveitando a facilidade de se "trocar" componentes 
conetados à bana parafusada. . .). Pode-se, por exemplo, tentar substituir os tran- 
sístores (ou apenas um deles) buscando melhor "ganho" ou melhor "potência" 
para o circuito. Para o lugar do FT3055 deve-se, no entanto, usar sempre um 
transístor "de potência" (nunca de pequena ou média capacidade de corrente, 
pois poderá queimar-se). Qualquer alteração nos transístores deverá implicar 
também em mudança nos valores dos resistores de 2M2Í2 e 47Q, para "otimizar" 
o funcionamento do circuito com outros semicondutores. Faça essas experiências 
com cuidado, alterando o valor dos componentes "aos poucos" (e não em "saltos" 
brutais, que possam alterar de maneira muito radical os parâmetros para os quais 
o circuito foi calculado inicialmente). 

Um última advertência para os "experimentadores": durante todas as "inven- 
ções" que forem feitas em cima do circuito básico, estejam atentos à temperatura 
de funcionamento dos transístores. Qualquer sobreaquecimento deve ser interpre- 
tado como um sinal de "alerta", avisando que você "exagerou" muito nas alterações 
efetuadas. . . Cuidado. . . 



• • 



peça os números atrasados de 
DIVIRTA-SE COM A ELETRÔNICA 

pelo reembolso postal 



35 



! ' WWWníWWWWWWIrfr^^ 



K~A 



frí 



fure as suas placas de 
Circuito Impresso, sem 
complicações e sem 
gastar energia! 
use o 

PERFURADOR 

DE PLACA 

CETEISA 
modelo PP-3 





fácil como grampear papel! 



OFERTAS! 



1 - Perfurador de placa CETEISA 
- modelo PP - 3 



apenas 
mais frete 



CrS 690,00 
CrS 180,00 



ATENÇÃO! 

Dispomos de todos os materiais para 

as montagens publicadas nesta revista. 

Solicite a lista, GRÁTIS! 



2 - LABORATÓRIO COMPLETO 

para confecção de circuitos impres- 
sos CETEKIT modelo CK-2 (corta- 
dor, caneta, placa, tinta, perfurador, 
vasilhame, percloreto). 

CrS 1.660,00 



apenas 
mais frete 



CrS 180,00 



Para adquirir, envie cheque visado, pagável em São Paulo oi^ale postal (agên- 
cia Santo Amaro), no valor do produto mais frete. Não atendemos por reem- 

FEKITEL - ELECTRONIC CENTER LTDA. 
Rua Senador Flaquer, 286 - Santo Amaro - CEP 04744 - São Paulo - SP 



(Endereço apenas paia correspondência) 



36 



I DICA ESPECIAL 

BRINDE DA CAPA 

Embora a montagem do AMPL1-2 esteja descrita nas páginas anteriores no siste- 
ma "barra de terminais parafusados" - sem soldas - para facilitar a vida daqueles 
que ainda não se "arriscam" a usar um feno de soldar, o hobbysta um pouquinho 
mais avançado preferirá executá-la no sistema "placa de Circuito Impresso". 

O brinde de capa da presente edição de DIVIRTA-SE COM A ELETRON1CA 
destina-se justamente a essa montagem. Com um "lay-out" cuidadosamente plane- 
jado, graças ao uso da plaquinha, a montagem ficará extremamente pequena (já que 
a plaquinha tem pouco mais de 6 cm 2 !), ficando assim o tamanho final do AMPL1-2 
apenas dependente dos componentes "periféricos" (pilhas, potcnciômctro, alto- 
falante, ctc). 

Trata-se de excelente oportunidade, tanto para aqueles que já têm prática em 
montagens nessa técnica, quanto para aqueles que pretendem tentar, pela primeira 
vez, a construção de um projeto usando placa de Circuito Impresso de "lay-out" es- 
pecífico (já que a maioria das montagens anteriormente publicadas era baseada cm 
Circuito Impresso, mas de tipo "padrílo". . .). 

Para facilitar a interpretação dos "iniciantes", a ilustração mostra a placa do 
brinde, primeiramente do seu lado cobreado e, em sequência, do lado dos compo- 







PILHA5 
6V-I2V 



37 



$irMrtrtrCrtrír£rírtrki^^ iHninVsWnínWnininínV^^ 



nentes (lado não cobreado). Muita atenção à correta colocação dos componentes, 
principalmente quanto aos tiansístores, cujos terminais devem ser perfeitamente 
identificados, antes de "enfiados" nos furinhos respectivos (qualquer dúvida, con- 
sulte o desenho 1 da montagem). 

Depois de todos os componentes colocados em seus lugares, solde-os (evitando 
sobreaquecimento dos transístores), pelo lado cobreado, de acordo com as técnicas 
já explicadas em números anteriores da revista. Tudo certo e conferido, corte a "so- 
bra" dos terminais e pode botar o AMPLI-2 para funcionar. 

Além da aplicação como "amplificador de bancada", o AMPLI-2 é ideal para um 
pequeno toca-discos, alimentado a pilhas, usando-se (como já foi explicado) uma 
cápsula de cristal (alta saída). 

Está aí, pois, mais um valioso brinde paia o leitor de DIYIRTA-SE COM A ELE- 
TRONICA. Permaneçam atentos, porque para os próximos números estão sendo 
programadas novidades ainda mais sensacionais! 

• • • 



faça você mesmo a sua placa de 
Circuito Impresso com o Laboratório 
Completo CETEKIT-CK2 





CORTADOR 
DE PLACA 



CANETA E 
SUPORTE 



(:•§> 




PERCLORETO 
DE FERRO 



TINTA 



um nroduto CtTElJH 



VASILHAME 



Rua Barão de Duprat, 312 - Santo Amaro - São Paulo - 
Telefones. 548-4262 e 522-1384 (solicite o nosso catálogo) 



CEP 04743 



Faça GRÁTIS o curso "CONFECÇÃO DE CIRCUITO IMPRESSO 
Inscrições pelos Telefones: 247-S427 e 522-1384. 



38 






trtrb 



ww>í>rvr>í>o- 




Atenuador Continuo 



("DIMMER") 



de Luz 



O ATENUADOR CONTÍNUO DE LUZ é uma montagem que destina-se a subs- 
tituir diretamente (e com vantagens) o interruptor normal que existe na parede 
da sala ou do quarto e que serve para comandar a lâmpada que normalmente 
existe no teto do aposento. Por sua própria característica, a atuação do interruptor 
mormal é na base do "tudo ou nada", ou seja: "autoriza" a lâmpada comandada 
a acender plenamente ou a apagai completamente, sem qualquer condição interme- 
diária. Com o ATENUADOR CONTMJO DE LUZ, a "tecla" do interruptor é 
substituída por um "knob" de potenciômetro, de atuaçío rotativa e suave, capaz de 
controlar, de modo linear, a luminosidade da lâmpada, desde zero (completamente 
apagada) até 70#%(totalmente acesa), porém passando (e "parando", se assim o 
operador o desejar. . .) em qualquer condição intermediária, seja ela chamada de 
"meia luz", "pouca luz", 'luz média", etc. 

O projeto, pois, é dispositivo ideal para ser instalado na sala onde se encontra o 
aparelho de TV da residência, possibilitando atenuar-se a luz do teto até um ponto 

39 



confortável para se assistir televisão, ou ainda ser colocado no quarto das crianças 
(que, normalmente, detestam dormir no escuro total) podendo controlar a lumino- 
sidade do ambiente até o nível desejado. 

Além dessas interessantes características e capacidades, o ATENUADOR cons- 
títue verdadeiro "economizador de energia" pois, ao ser regulado, por exemplo, 
para "meia luz", a lâmpada controlada estará gastando apenas metade dos fami- 
gerados quilowatts/hora que a companhia de força tão gentilmente vem lhe cobrar, 
todo fim de mês. . . 

Embora a montagem em si seja simples e fácil, não a recomendamos a quem não 
tenha certa prática em projetos anteriores. Isso deve-se ao fato do ATENUADOR 
operar diretamente com a tensão da rede (110 ou 220 volts) e, portanto, tornar 
qualquer "descuido" do montador, muito perigoso (até fatal, se um "choque" 
elétrico for tomado, sob determinadas circunstâncias. . .). Todo cuidado e atenção, 
portanto. 



LISTA DE PEÇAS 

- Um TRIAC (Tiristor para Corrente Alternada), tipo TIC226D ou equivalente 
(O equivalente deverá ter carcterísticas mínimas de 400 volts sob 8 amperes). 







Um DlAC (disparador para Triac) tipo D3202V ou V413 ou ainda um equivalen- 
te , apresentando tensão de disparo entre 30 e 40 volts. 
Um reãstor de 100Í2 X 1 watt. 

- Um resistor de 10KÍ2 X 1/2 watt. 

- Um potenciômetro de IMÍ2 — Linear. IMPORTANTE: o potenciômetro tem que 
ser do tipo com eixo plástico {jamais metálico) e, para maior segurança, o knob 
("botão") também deverá ser de plástico ou baquelite. 

Um capacitor de .1/jF X 400 volts. 

Um capacitor de .47/jF X 400 volts. 

Uma barra de terminais soldados com 5 segmentos. 

MATERIAIS DIVERSOS 

Fio e solda para as ligações. 

"Espaguete" (tubinho plástico flexível) para isolação dos terminais e fios. 
Fita isolante de boa qualidade. 

Um "espelho cego" (semelhante á "tampa" normal do interruptor de parede, 
porém sem o furo para a tecla do interruptor). Esse "espelho" — facilmente 
encontrável em casas de material elétrico, será perfurado em seu centro, para a 
passagem do eixo do potenciômetro. 



MONTAGEM 

Tanto o DIAC quanto o TRIAC são componentes ainda não "apresentados" 
ao hobbysta que segue DIVIRTA-SE COM A ELETRÔNICA. É importante, então, 
observar-se com grande atenção a ilustração 1, onde são mostrados esses compo- 
nentes, com suas aparências, pinagens e símbolos. Identificadas corretamente as 
informações do desenho 1, passe ao desenho 2, onde se vê a montagem propria- 
mente. Atenção redobrada será necessária durante as ligações ilustradas, devido ao 
fato de - como já foi dito - o aparelho trabalhar com tensões elevadas, que podem 
ocasionar acidentes perigosos, se não houver cuidado. Os números de 1 a 5 junto 
aos segmentos da bana, devem ser anotados a lápis, e seguidos com precisão, para 
evitar-se erros. Não esqueça de recobrir, com "espagueti" plástico, todas as partes 
desencapadas de terminais de componentes e fios de ligação. Ao final, depois de 
tudo rigorosamente conferido, envolva todo o conjunto numa boa camada de fita 
isolante, de forma a isolar tudo, além de evitar eventuais "curtos" entre as peças. 

Observe a seguir o desenho 3. Â esquerda está o aspecto mais comum do inter- 
ruptor normal de parede. À direita está o aspecto com o qual deve ficar o "espelho" 

41 




BOTÃO DE hM-Tl-lin. 

PLACTICO% 



TRIAC 



.J^FxAOOV. 




AOS FIOS QUE 
ORIGINALMENTE 
IAM AO INTERRUPTOR 
DA PAREDE 



do ATENUADOR, depois de devidamente preparado e já com o potenciômetro e 
respectivo "Knob" colocados. 

Volte a seguir o desenho 2. Os dois fios marcados com a legenda "aos fios 
que originalmente iam ao interruptor da parede ", sâo as ligações "de saída" do 
atenuador. Para efetuar essas ligações, PRIMEIRAMENTE DESLIGUE A CHAVE 
GERAL QUE CONTROLA O SISTEMA ELETRICO DA CASA. DEIXE UMA 
PESSOA DE CONFIANÇA (NÃO UMA CRIANÇA. . .) 'TOMANDO CONTA" 
DA CHAVE, PARA QUE NINGUÉM, INADVERTIDAMENTE, VOLTE A LIGÁ- 
-LA ENQUANTO VOCÊ ESTIVER FAZENDO AS LIGAÇÕES DO ATENUADOR. 
Retire o "espelho" original do interruptor a ser substituído e desligue os dois fios 
que estavam ligados aos terminais do interruptor. ligue (e isole muito bem) os dois 
fios de "saída" do ATENUADOR a esses fios. Certificandonse mais uma vez de que 
nlo há "curtos", instale o ATENUADOR (com o novo "espelho", no lugar do 
antigo interruptor (a montagem é compacta e deverá "caber", sem problemas, na 
caixa origina] do interruptor, na parede. 

• • • 
ATENUANDO 

Fixe o "espelho" do atenuador com os parafusos correspondentes. Gire o poten- 
ciômetro até sua poáçío média e volte a ligar (ou peça para alguém fazê-lo. . .) a 

42 



chave geral da casa. A luz do aposento deverá acender, mas com "meia lumino- 
sidade" (devido à posição média do potenciômetro). Atue sobre o eixo do poten- 
ciômetro, girando-o de um extremo a outro, e verifique como a luz do teto, vai de 
"zero" a tudo, em sua luminosidade, passando por todas as condições interme- 
diárias, à medida que você gira o potenciômetro do ATENUADOR. 

Por medida de segurança (e para evitar o uso de um dissipador no TRIAC, o que, 
provavelmente tomaria a montagem volumosa demais para caber na caixa do inter- 
ruptor) não use o dispositivo para controlar lâmpadas de mais de 15Q watts. 
ATENUADOR também não serve para controlar lâmpadas fluorescentes, sendo a 
sua aplicação restrita apenas às lâmpadas incandescentes comuns. 

• • • 

O circuito esquemático do ATENUADOR CONTINUO DE LUZ está no desenho 
4. Lembrar que o dispositivo (se for acondicionado numa pequena caixa plástica, 
com o potenciômetro numa das faces) poderá substituir o interruptor de qualquer 
lâmpada incandescente (nâo só a do teto. . .)• podendo ser usado para controlar 
luzes de cabeceira, pequenos focos para a mesa ou bancada de trabalho, e te, desde 
que respeitadas as características máximas de funcionamento do ATENUADOR. 

• • • 



i 


li 

CD 






BOT*0 DO 
VotENClÔMETRO 



/ 



' ESPELHO' NORMAL 
DO IKTERWUPTOR 



ESPELHO po 
ATE. NUA DOR 



43 



inVTWnWnWnVs^^ 



> 



A 



INTERRUPTOR 
NORMAL DA 
LÂMPADA - 



/ 




«0K-"- 



♦ M-iv-LIN. 
DIAC 



TRIAC 




4<XW 



400 v 



(00-"- 



J 



V 



4 



tín^írôTVs^Wnír^^ 



^rtofrttWhinVsWrí^^ 



ATENÇÃO: 



O LEITOR PARTICIPA! 



A seção DICAS PARA O HOBBYSTA está permanentemente aberta a ideias, "macetes", "tru- 
ques", pequenos circuitos e experiências enviados pelos leitores de DIVIRTA-SE COM A ELE- 
TRONICA, desde que dentro do espírito das dicas já publicadas. A publicação das ideias envia- 
das pelos leitores, entretanto, estará condicionada a critérios técnicos e de espaço determinados 
pela revista. 



nãò percam o próximo número de 

DIVIRTA-SE COM A ELETRÔNICA 
novidades sensacionais! 

44 




Temporizador 



1 Transístor 



As montagens bem simples (de preferência baseadas em apenas um transístor) e 
realizadas na técnica "barra de terminais" são, provavelmente, as preferidas 
daqueles qua ainda estão "no comecinho da coisa", ainda se familiarizando com os 
primeiros '*truques" da Eletrônica. . . Procuramos apresentar com frequência, 
projetos com essas características, pois elas sâo especialmente recomendadas como 
"primeira montagem" para o iniciante, antes que ele "se arrisque" a construir os 
projetos um pouco mais complicados (usando Integrados, etc.). 

Entretanto, devido à sua utilidade e versatilidade, a contmçSo do TEMPORI- 
ZADOR 1 TRANSÍSTOR interessará também, temos certeza, aos mais avançados 
(que poderão, inclusive, realizar algumas experiências e alterações no circuito). 
Basicamente o alcance (limite de temporização) do aparelho nâo é muito alto 
(cerca de 2 minutos, com os componentes sugeridos) e, por isso, sua utilização mais 
prática e lógica, será como "contador de tempo" em jogos, nos quais (veja ilus- 
tração de abertura) ele determinará, sem erros ou parcialidades, o tempo que cada 
jogador tem para efetuar o seu lance. 

Procuraremos detalhar ao máximo as explicações, para facilitar o entendimento 
dos "novatos". Mesmo assim, se persistir alguma dúvida, na~o deixem de solicitar 
o esclarecimento necessário, recorrendo à seção de cartas (CORREIO ELETRÔ- 
NICO). 

45 



LISTA DE PEÇAS 

- Um transfstor BC549 ou equivalente (Qualquer transístor tipo NPN, de silício, 
para pequena ou média potência, capaz de manejar uma corrente de coletor de, 
no mínimo, 100 irriliampéres, deverá funcionar corretamente no circuito, com 
pequena ou nenhuma alteração no desempenho). 

- Um resistor de 10KÍÍ X 1/4 de watt. 

- Um resistor de 56KÍ2 X 1/4 de watt. 

- Um potenciômetro de 1M£2 — Linear (com "knob"). 

- Um capacitor eletrolítico de 1 .QOOfiF X 16 volts. 

- Uma lámpada-mini, para funcionamento entre 6 e 9 volts X 40 miliampéres. 
(Recomenda-se adquirir uma do tipo "rabicho", que é menor e mais barata do 
que as tipo "rosca" ou "baioneta", as quais, além do preço maior, necessitam 
de soquete). 

- Um "Olho de Boi" para a lâmpada (Não é absolutamente necessário, podendo 
ser omitido, mas dá um melhor "visual" ao TEMPORIZADOR). 

- Um Interruptor de Pressão ( "Push-Bottom") do tipo Normalmente Aberto (Po- 
de ser substituído por um botão de campainha comum que, embora maior, é 
mais barato). 

- Um interruptor simples - mini — tipo HH. 

- Um conjunto de 6 pilhas pequenas de 1 ,5 volts cada (perfazendo 9 volts), com 





OLHO DE BOI 



CAPACITOR 
ELETROLfTICO 



+ 




r- 




LÂMPADA 
RABICHO'' 



46 






o respectivo suporte. Aqueles que puderem (e quiserem. . .) gastar um pouco 
mais, poderio usar uma bateria de 9 volts (a "quadradinha") com o respectivo 
conetor. 

Um pedaço de barra de terminais soldados, com seis segmentos. Esse pedaço 
pode ser facilmente cortado de uma barra maior, com 10, 12 ou mais segmentos. 
Uma caixa para conter a montagem. As dimensões não são críticas, mas reco- 
menda-se usar uma com medidas mínimas de 10 X 7 X 5cm, para que tudo 
caiba de maneira "folgada" em seu interior, 

MATERIAIS DIVERSOS 

Fio e solda para as ligações. 

Parafusos e porcas, para a fixação dos componentes dentro da caixa, etc. 

Letras e/ou números, decalcáveis ou auto-adesivos, para a marcação externa da 

caixa. 



MONTAGEM 

principiante deve observar inicialmente o desenho 1 , para a correia identifi- 
cação dos principais componentes de montagem, suas aparências físicas, terminais 
e símbolos esquemáticos. A esquerda está o transístor (Não se esqueça que, em caso 
de equivalente, a pinagem pode ser diferente, caso em que sua identificação deverá 
ser solicitada ao balconista da loja em que se fizer a aquisição). Ao centro está o 
eletrolítico. Também nesse caso, eventualmente o capacitor pode ser fornecido com 
os dois terminais ("fios") saindo do mesmo lado da peça. Nesse caso, o terminal 
positivo (+) costuma ser o mais comprido, ou ainda haverá uma marcação no corpo 
da peça, identificando a polaridade dos terminais. À direita (em cima) está o "Olho 
de Boi" que serve como difusor e suporte para a pequena lâmpada. Em baixo 
aparece a lâmpada "rabicho". 

Tudo corretamente identificado e "conhecido", pode o hobbysta passar ao pre- 
paro da caixa, guiando-se pela ilustração de abertura. Na frente da caixa, à esquerda, 
faça um furo para a passagem do eixo do potenciômetro. À direita deve ser feito um 
furo para a instalação do "Olho de Boi" que conterá a lâmpada. No topo da caixa, 
um furo central para a colocação do Interruptor de Pressão ("Push-Bottom") e 
um outro furo, lateral para a passagem e fixação do interruptor geral (chave mini 
HH). Aqueles que tiverem dúvidas sobre a furacão da caixa, devem consultar o 
"apêndice" publicado nos volumes 1 e 2 de DiVIRTA-SE COM A ELETR0NICA. 

As ligações dos componentes à bana de terminais esti no desenho 2 (chapeado), 
e devem ser seguidas com extrema atençâ"o (principalmente por quem ainda não 

47 



ViWWWJnVi^íIWWWWWíTinínV^ 



BOTÃO DE 
'TEMPORIZAR 




LÂMPADA 
6-9v 40MA 



9v 



positivo das 

PILHAS 
£VIA CHAVE) 



NE&ATIVO 
DAS PILHAS 



=0 



tem muita prática. . .). Os números de 1 a 6 junto aos terminais da barra devem s«r 
marcados à lápis pelo construtor, pois isso facilitará muito a correta identificação 
das ligações. Muita atenção á correta posição do transístor (em dúvida, volte a con- 
sultar o desenho 1) e à polaridade certa do capacitor eletrolítico e das pilhas. Não 
ligue o conjunto de pilhas e nem instale o circuito na caixa, sem antes conferir 
tudo - ponto por ponto - para verificar se não ocorreram erros ou inversões. 

• • • 
TEMPORIZANDO 

Obtida a certeza de que tudo está correio, instale tudo na caixa e ligue o inter- 
ruptor geral. Coloque o potenciômetro em posição média e, em seguida, pressione 
rapidamente o interruptor de Pressão (botão de "temporizar". Imediatamente a 
lâmpada acenderá, assim permanecendo por cerca de i minuto, ao fim do qual, 
sua luminosidade declinará rapidamente, até apagar-se por completo. Repita a ope- 
ração com o potenciômetro girado para seus extremos esquerdo e direito. Você 
obterá temporizações bem curtas (a lâmpada permanecerá acesa por apenas um 
breve instante) ou bem longas (a lâmpada funcionará por dois minutos, mais ou 
menos). Se quiser, com o auxílio de um relógio que tenha ponteiro de segundos, 
"calibre" a escala do potenciômetro, fazendo marcas — por exemplo - de dez 

48 



irtrtrtrftfrtrtrtrCrCrirtr^^ 






H 



D 



íOICn. 




6-9v. 
40*i A 



BC 549 



\ 



+ 



IV. 




4M-n- 

LlN. 



em dez segundos, o que facttitará muito posteriores ajustes do TEMPORIZADOR. 



• • 






diagrama esquemático do TEMPORIZADOR está na ilustração 3. Aqueles 
que desejarem fazer algumas experiências com o circuito, para - por exemplo - 
aumentarem o período de temporização, devem levar em conta que substituin- 
do-se o potenciômetro de 1MÍ2 e o capacitor eletrolítico de 1.000/xF por com- 
ponentes de maior valor, períodos mais longos poderão ser obtidos. Entretanto, 
devido às "fugas" inerentes ao capacitor eletrolítico (e ao próprio transístor. . .), 
não se recomenda que essas alterações atinjam mais do que o dobro do valor dos 
componentes recomendados na LISTA DE PEÇAS. 

Outra interessante experiência que pode ser tentada, é a substituição da lâmpada 
por um relê (com bobina para 6 a 9 volts), caso em que, pela correta utilização 
dos contatos do relê, poder-se-á ligar ou desligar um aparelho qualquer (até alimen- 
tados pela rede), ao fim do período de temporização determinado pela posição do 
potenciômetro. Quem quiser, poderá comunicar suas experiências, através do 
CORREIO ELETRÔNICO. 



• • 



49 



tít 



ittnínttnWnín^^ 



ENTENDA 

O TRANSÍSTOR 

(Fanzeres explica) 



Se o leitor consultai um dicionário editado a mais de 25 anos, provavelmente não encontrará 
a palavra "transfstor". 

Realmente o transístor - que não tem mais de 25 anos de "idade", é o componente ele- 
trômco que transformou totalmente as telecomunicações, as comunicações, os sistemas de 
cálculo e muitas outras coisas. Pode-se dizer que o transístor - oriundo de materiais chamados 
"semicondutores" - veio revolucionar e modificar profundamente a própria presença da 
Humanidade no Universo (sem os transístores, a "corrida" espacial sequer teria sido possível). 

O que é um "semicondutor"? Descobriu-se há algum tempo, que certos materiais - entre 
eles o germânio e o sttíclo, se purificados até atingirem um grau de pureza próximo a 100% 
adquiriam interessantes propriedades. Se, depois dessa purificação, durante um processo final, 
fossem acrescentadas certas "impurezas", tanto o germânio como o silício se tornavam semi- 
condutores, ou seja: materiais com a propriedade de permitir a passagem da corrente eletrica, 
com grande facilidade, em um sentido, enquanto oferecem oposição quase total à passagem da 
corrente em sentido oposto. O semicondutor é assim como uma "rua de mão única". Num 
dos sentidos, "trânsito livre". No sentido contrário "nada passa". 

Desses materiais semicondutores foram obtidos os díodos, que permitem o efeito de "re- 
tificação" ou "deteção", que é, basicamente, o que foi dito anteriormente: total condução em 
um sentido e total oposição em sentido contrário. 

As coisas estavam "nesse pé" quando foi descoberto que, juntando-se dois díodos de certo 
modo, era possível, com o acréscimo de mais um "contato", transformar o conjunto obtido em 
algo completamente novo, que foi chamado de "transístor".. O nome "transfstor" é uma 
palavra criada da junção de dois vocábulos ingleses - TRANSFER e RES1ST0R, porque 
permite efetuar a transferência de sinais e atua - de certa forma - como resistor. 

Os transístores, na sua grande maioria, apresentam apenas três eletrodos, denominados 
terminais de base. emissor e coletor. 

A função de cada um desses elementos será dada mais adiante. O símbolo do transístor está 
na figura 1 e. como costuma acontecer em eletrônica, nem sempre o símbolo dá uma ideia atual 
do componente, como pode-se ver na figura dois que ilustra a "forma real" de um transístor de 
pequena potência (ao alto) e de um de alta potência (em baixo). 

Pode-se dizer que o transístor, num circuito, é o "personagem" principal, como o motor em 
um carro. Porém os outros componentes também são importantes, pois ajudam a controlar o 
"motor". . . 

Dependendo dos materiais que formam a liga interna dos transístores, eles podem ter 
disposição PNP ou NPN. Essas "siglas" nada mais são do que as iniciais ãePositivo-Negativo- 
Positivo e Negattvo-Posittvo-Negativo. Os transístores PNP e NPN têm símbolos ligeiramente 
diferentes (figura 3). Nos transístores PNP a "flecha" do emissor aponta para a base. Nos NPN 
a "flecha" aponta para a parte externa. 




COLETOR 



EMISSOR 



Um ponto importante, que o leitor não deve esquecer, é que a polaridade das baterias são 
inversas quando se trata de um circuito PNP em relação a um NPN. Assim, se for desejado 
utilizar um transístor PNP em lugar de um NPN (ou vice-versa. . .), a polaridade das baterias 
deve ser invertida, bem como a polaridade dos capacitores denominados eletrolftlcos. No mais, 
o circuito pode permanecer inalterado. 

Em um transístor, os "sinais", as voltagens ou correntes, sáo aplicadas à entrada e o resul- 
tado da açao do transístor é obtido à saída. Onde p/arém a entrada'! E Onde a saída"! Vejamos 
primeiro as denominadas "disposições clássicas" ou "configurações básicas" dos transístores. 
São três as maneiras pelas quais um transístor pode ser "ligado": - 

Base comum 
Emissor comum 
Coletor comum 

Na figura 4 temos as três configurações básicas, tanto para os transístores PNP (esquerda) 
quanto para os NPN (direita).. Qualquer que seja o circuito transistorizado, deverá ter uma 
dessas três configurações. É muito fácil, assim, memorizar-se as três possíveis "formas" de cir- 
cuitos. 

Diz-se que um circuito é base comum quando a base está presente no circuito de entrada e 
no de saída. O circuito emissor comum apresenta o emissor ligado à entrada e à saída. Final- 
mente, o circuito coletor comum é quando esse terminal - o coletor - está presente no circuito 
de entrada e no de saída (acompanhe pelo desenho 4). 

Notem os leitores que, nas três configurações, a base está sempre presente no circuito de 
entrada e que o coletor está sempre presente no circuito de saída. Assim, pode-se dizer que, nos 
transístores, a base é a "entrada" e o coletor é a "saída". 

Um transístor, para funcionar, necessita receber certas voltagens e correntes em seus ele- 
mentos. Essa corrente é determinada pela "polarização" que é utilizada entre base e emissor. 
A configuração emissor comum i a mais utilizada porque permite que o circuito seja "alimen- 
tado" por uma só bateria que fornece, ao mesmo tempo, a voltagem de polarização do emissor 
e também a potência no circuito de saída do coletor. 

Na figura 5 temos um circuito muito prático, que ajudará o leitor a examinar seus transísto- 



50 



51 



frfrsWWrtrtnfrfrirtn^^ 



PNP 



E. 



e. 




4 

BASE 
COMUM 



S EMISSOR °- 
COMUM E. 



S COLETOR 



COMUM E 
« — 




res e também a compreender como funcionam esses componentes. fluxo de corrente que 
ciicula pelo transístor é determinado pelo resistor RI e pela voltagem da bateria. Qualquer 
aumento na corrente do coletor reduzirá a voltagem no mesmo coletor, porque aumenta a 
queda de voltagem nos extremos de R2. Automaticamente a polarização ajusta a corrente de 
coletor para um nível menor. 

O circuito da figura 5 pode ser construído com poucos componentes, sobre uma placa de 
fórmica, madeira ou Duratex, como se vê na ilustração 6. Para examinar transístores PNP os 
terminais da bateria de 3 volts devem ser ligados como indicam as figuras 5 e 6. Para examinar 
transístores NPN, as ligações da bateria devem ser invertidas. 

Colocando-se um transístor no suporte, sem pressionar o interruptor, o medidor deve 
indicar uma corrente de alguns microampéres.. Essa corrente (denominada "de fuga") existe 
em todos os transístores, sendo mais acentuada em trasfstores que usam germânlo que nos 
transístores que usam saído. Mesmo que os transístores sejam do mesmo tipo, a corrente 
de ruga pode apresentar variações.. Levar sempre em conta que, quanto menor a corrente 
de fuga, melhor o transístor. 

Em seguida (ainda com o transístor no seu suporte), pressione o interruptor. O medidor 
deve indicar uma corrente bem mais elevada do que a indicada anteriormente (quando o inter- 
ruptor nffo estava pressionado). 

Se ao colocar-se o transístor no suporte (sem estar o botão do interruptor pressionado) 
não houver indicação de corrente, ou, pelo contrário, for indicada uma corrente multo elevada, 
o componente está com defeito (respectivamente "em aberto" ou "em curto' ). 

Os valores do circuito da figura 5 foram escolhidos de modo a permitirem a medida do 
"ganho" (fator de amplificação) do transístor.. Nos manuais de transístores, esse parâmetro de 
ganho é indicado como "Hfe". Basta anotar-se a leitura do medidor, em miUamperes - com o 
interruptor pressionado - e multíplicar-se essa leitura por 20. O resultado será o valor do Hfe 
do transístor, ou seja: seu "ganho", seu "fator de amplificação". Isso permitira - por exemplo 
- comparar-se transístores entre si, para se saber qual, do mesmo tipo. apresenta maior ganho. 

• • • 



Irtrtrtrtr&rirtârtrtrtrfr^^ 



MEDIDOR 



SOQU6TE V 
TRA.NSISTOR 




LISTA DE PEÇAS 

RI - 60KÍ2 X 1/4 de watt (se não for encontrado esse valor no mercado, substitua por dois 
resistores, ligados "em série", com valores de 56Kfie 3K9Í2). 
R2 - 100KÍ2X 1/4 de watt. 

- Um Interruptor de Pressão - tipo Normalmente Aberto (Pode até ser um "botão de cam- 
painha"). 

- Lm medidor de corrente, capaz de leituras em pelo menos duas escalas (0-lOOpA e 0-250mA). 
O ideal será usar um multímetro, com suas escalas comutadas para esses dois alcances, que 
correspondem às leituras, respectivamente, sem o interruptor estar pressionado e com o in- 
terruptor pressionado. 

- Um soquete ("suporte") para transístor. 

- Uma bateria de 3 volts (duas pilhas pequenas de 1,5 volts cada, com o respectivo suporte). 



MONTAGEM PRÁTICA COM 1 TRANSÍSTOR 

Usando-se uma simples lampadinha de lanterna, de 2 volts (lâmpada n°49 ou equivalente), 
um transístor, um potenciômetro, um capacitor, um transformador e bateria, pode-se construir 
um estroboscópio, ou seja: um "sistema piscador" que permite ver, como se estivessem imóveis, 
objetos que girem ou se movimentem ritmicamente. 

Colocando o objeto que se deseja ver imobilizado pela luz estroboscópica, em local pouco 
iluminado, aponta-se para o mesmo o refletor com a lâmpada do aparelho e ajusta-se o poten- 
ciômetro até que o número de piscadelas permita ter a sensação de que o objeto está imóvel. 
A maior velocidade que se pode verificar com o estroboscópio é de 1.200 rotações por minuto. 
A freqflência do oscilador pode ser ajustada (pelo potenciômetro) de 1 a 25 Hz (de 1 a 25 
"piscadas" por segundo). O transformador pode ser qualquer tipo - miniatura - com uma 
relação entre primário e secundário, de 250 para 1 . 



52 



53 



:krs*T*TVsttn*T*^^ 



BC 107 



REFLEJOR 



O" 

J2 VOLTS 

0- 



A7K-"- 

3- 



P^T 



50..F 




_ tramSF. 
Z 2 50: 4 



S) LÂMPADA i VOLTS. 

m: 49 



• • • 



diagrama esquemático do estroboscóplo está no desenho 7. Se, depois de pronto, o 
estroboscopio não funcionar, inverta as ligações do transformador, o que deverá sanar o pro- 
blema. 



• •• 



LISTA DE PEÇAS 

- Um potenciõmetro linear de 47KÍ1 

- Um transformador com relação de espiras dç 250; 1 (ou o mais próximo possível desse valoi). 

- Um transístor BC107 ou equivalente. 

- Um capacitor de 47liF ou 50liF x 25 volts - não eletrolftico. 

- Lâmpada de 2 volts, para lanterna, tipo n°. 49 ou similar. 

- Bateria ou conjunto de pilhas, perfazendo 12 volts. 

- Refletor paxá a lâmpada. 

• • • 

NOTA DA REDAÇÃO: - Alguns dos componentes do estroboscopio poderão ser um pouco 
difíceis de serem obtidos (principalmente o capacitor de 50/jF não eletrolítico, o transfor- 
mador e a lâmpada). Entretanto, publicamos o circuito — em caráter de informação - podendo 
o hobbytta, se o quiser, efetuar experiências com a montagem, tentando (com alterações em seu 
desempenho), usar componentes equivalentes, ou de valor próximo aos sugeridos na LISTA DE 
PEÇAS. 

• • • 



54 




Nesta seçío publicamos e respondemos as cartas dos leitores, com críticas, sugestões, consul- 
tas, ctc. As ideias e "dicas", bem como circuitos enviados pelos hobbystas também serio publi- 
cadas, dependendo do assumo, nesta seção ou nas DICAS PARA O HOBBYSTA. Tanto as res- 
postas ãs cartas, como a publicação de circuitos fica. entretanto, a inteiro critério de DIVIRTA- 
-SE COM A ELETRÕN1CA, por razfles técnicas e de espaço. As cartas deverão ser enviadas (com 
nome e endereço completos, inclusive CEP) para: SEÇÃO CORREIO ELETRÕNICO - REVIS- 
TA D1VIRTA-SE COM A ELETRONICA - RUA SANTA VIRGÍNIA. 403 - TATUAPÊ - CEP 
03084 - SÃO PAULO - SP. 

• • • 

"É a revista que nós - calouros — estávamos precisando. . . Gostaria de saber se o REFORÇA- 
DOR DE SOM (VoL 3) pode ser adaptado a um gravador..." - GOton Anselmo M. Góis - 
Aracafú - SE. 

Pode sim, Gilton. Ligue a entrada do REFORÇADOR à saída para "Alto Falante Externo" 
do gravador, usando um cabo apropriado. Não esqueça que, nesse caso, o REFORÇADOR 
deverá ser alimentado com uma fonte de 12 v.c.c. 

• • • 

"Tenho uma dúvida sobre o ALARMA RESIDENCIAL (VoL 4)... Queria saber se a temporiza- 
ção do disparo, por 20 ou 30 segundos i válida tanto para o caso de uma porta - por exemplo 
- ser aberta e fechada logo a seguir, como para o caso da porta ser aberta e assim permane- 
cer. .. "-Luiz Ferreira - Porto A legre - RS. 

A temporização funciona nos dois casos, Luiz. Primeiro porque 20 ou 30 segundos de "baru- 
lho" são mais do que suficientes para espantar o "gatuno" (mesmo que o larapio, ao ouvir o 
disparo, saia correndo deixando a porta aberta. . .) e segundo porque evita que o disparo perma- 
neça indefinidamente, descarregando a bateria que alimenta o circuito. 



• • 



55 



rírír^rírírír^rír 



nWnínVTVsWrtWnír^^ 



"Eu poderia usar o BARGRAPH no lugar do mUlamperímetro do DETETOR DE MENTIRAS 
(ambos no VoL 4)...?" - ChristianoA. C. Nasser - São Paulo - SP. 

Não pode, Christiano. O BARGRAPH não tem a sensibilidade necessária para agir como indi- 
cador no lugar do miliamperímetro no DETETOR DE MENTIRAS. O Departamento Técnico 
está projetando outro bargxaph, mais sensível {embora necessariamente mais complexo...) 
que poderá, eventualmente, substituir o miliamperímetro que — reconhecemos - é uma peça 
um tanto cara. . . 

• • • 

"A revista está 'barbará'! Um 'estouro'! Nunca pensei que uma publicação do género pudesse 
ter uma linguagem tão agradável e ser de leitura tão fácil! Felieito-os, em meu nome e, acredito, 
em nome de todos os principiantes. . . Gostei demais da "simbologia " que está saindo na útlima 
página. .." - Ivan Venturini - São Paulo - SP. 

Agradecemos pelo "barbará" e pelo "estouro", Ivan. A simbologia foi programada justamente 
para atender ao iniciante pois a correta leitura e interpretação dos "esquemas" é - julgamos - 
um dos primeiros passos a serem vencidos por quem está começando "no ramo". 



"Peco que me enviem os dois primeiros números da revista, para completar a minha coleção... 
Espero que continuem sempre com essa qualidade, pois gosto de tudo: dos pro/etos fáceis, das 
DICAS, do CORREIO ELETRÕNICO, etc. Quero trocar correspondência com hobbystas..." 
- Ângelo José Varela Barca - Rua Alberto Maranhão, 506 - Tirol - 59000 - Natal - RN. 



Suas revistas já seguiram, Ângelo, conforme informação do Departamento de Reembolso. A 
qualidade, temos procurado manter (vocês que o digam...). Seu endereço aí está, para quem 
quiser "conversar" com você. 

• • • 

"Queria um kit completo do DETETOR DE MENTIRAS (VoL 4) pois pretendo participar com 
o mesmo de uma Feira de Ciências na minha escota, ainda este mês..." — Rosimary Gomes 
A moral - Montes Claros - MG. 




VIA CHAVE 



AO PINOU 
DE C.I.2(A0I7)a 



AO PINO» 
DEC.1.5Í40H) 



O NEGATIVO 
PILHA 



>D PINO 
Í,C.1.1> ( 40 H") 



AO PINO U* 
C€C.I.2(40I7?A AO PINO M 

pec.t.5(-l04<) 



correçao 



"Sou colecionador da revista... Vocês estão de parabéns... Peço que publiquem o meu ende- 
reço completo, pois gostaria de corresponder-me com hobbystas e estudantes... Uma pequena 
"intromissão": no desenho 3 (pág. 42 do VoL 5 - JOGO DA TROMBADINHA) o Circuito 
Integrado 4001 marcado como Cl. 2 é, na verdade, o Cl. 4 (comparem com o esquema — 
desenho 6)" - João Paulo Sinnecker - R. Vapabocú. 745 - Jardim Aeroporto - 04632 - 
São Paulo -SP. 

Seu endereço completo está aí, João, para quem quiser "transar um papo eletrônico" com você. 
Agradecemos que tenha "acusado" a pequena falha de desenho, que realmente ocorreu (embora 
quem tenha seguido o chapeado com atenção não encontrou dificuldade, pois o número de 
código do Integrado - 4001 - está correto). desenho mostra a correçao. 

• • • 



Por tratar-se de atividade estudantil (às quais sempre procuraremos dar o maior incentivo) já 
lhe respondemos - em correspondência direta - sugerindo fornecedores para os componentes 
requeridos. "Torcemos" para que você tenha tido o tempo necessário para realizar o projeto 
para a Feira. (Só para os leitores "sentirem" o grande acúmulo de cartas, o pedido da Rosi está 
datado de 13/08/81 mas apenas agora foi possível "escalar" a carta para ser respondia no 
CORREIO ELETRÕNICO!). A propósito: estamos realmente "pasmados" com o sucesso do 
DETENTOR DE MENTIRAS entre as garotas. . . Por que será, hein? 



"Sou leitor assíduo dessa interessante publicação... Para melhor programar a minha' coleção. 
gostaria de saber até quando vocês pretedem manter a revista, já que a numeração sai por 
"Volumes"... " - Luiz Valdambrinl Nicolai - São Paulo - SP. 

Não se impressione com a numeração por "volumes", Luiz. Issíse deve ao fato do "lay out" 
geral da revista ser parecido com o usado em livros. A publicação permanecerá indefinidamente 
(pelo menos enquanto vocês, leitores, nos apoiarem com todo esse entusiasmo...). 



56 



57 



síníninírÉninVs^^ irtrtrirtrtrtrtrtrCrtrtrt^^ 



"Excelente a linha da publicação, da qual sou coleclonador... Sugiro a publicação de um dispo- 
sitivo sensor capaz de emitir um sinal sonoro ou luminoso ao encontrar o nível d'água em um 
poço, facilitando a medida de sua profundidade, através do comprimento do fio elétrico em 
cuja ponta estiver o sensor..." — João António Soares Quinderi -Av. Mister Hull, 6100 - 
Caixa Postal 885 - 60000 - Fortaleza - CE. 

Com uma simplíssima adaptação, o AQUALARM (Vol. 2) poderá ser usado para o fim sugerido, 
João ! Basta dotai-se o sensor do referido projeto de um fio bem longo, mergulhando-o no poço. 
Imediatamente ao atingir a água, o sensor disparará o "bip-bip. .," do dispositivo. Medindo-se o 
comprimento do fio, você terá a exata profundidade do nível da água! 



"Não interpretem mal a minha intenção, mas o chapeado do MINI-MIXER (pág. 38 do Vol 2) 
está confuso (acho que há erro. . .). Em anexo mando um desenho do chapeado correio, baseado 
no esquema (pág. 40), que está certo. ..." - Ricardo Matos E. Ferreira - Recife - PE. 

Perfeito. Ricardo! A sua correção é válida (o desenho certo, como você sugeriu, estiai...). De 
maneira alguma "interpretaremos mal" a intenção quando leitores - como você e o João Paulo 
Sinnecker - percebem alguma falha e nos avisam! Muito pelo contrário - agradecemos profun- 
damente que vocês tenham tal interesse, o que muito nos ajuda a corrigir eventuais falhas (prati- 
camente inevitáveis, quando se trata de publicação do género...). Obrigados, e permaneçam 
conosco. . . 




T>es 2 

(Bafe.38-V0L. 2) 



58 



"Queria que vocês me fornecessem os endereços dos hobbystas Marcelo Xavier Jaccoud, Walter 
Barbosa, Paulo C. C. Domico e Wagner da Gama Melo, pois gostaria de trocar ideias com eles. . . " 
- Márcio L. Gessner - Caixa Postal, 35 - 89120 - Timbó - SC. 

Achamos mais prático publicar o seu endereço, Márcio. Assim, os hobbystas que quiserem 
entrar em contato com você, para troca de ideias, poderSo fazê-lo. 



NOTA IMPORTANTE: Dentro do possível, temo-s procurado responder nesta seçâ*o, a todas as 
cartas recebidas, obedecendo à ordem cronológica de chegada da correspondência. Entretanto, 
devido a dois fatos que já estavam previstos (mas nâ"o na escala em que se verificaram. ..): a 
grande aceitação da revista e a grande participação dos hobbystas, a quantidade de cartas que re- 
cebemos mensalmente chega a centenas e mais centenas, impossibilitando-nos responder a tudo 
(se o fizéssemos, em breve DIVIRTA-SE COM A ELETRONICA transformar-se-ia numa única e 
imensa "Seçíb de Cartas", nffo sobrando página alguma para os projetos e montagens. . .). Assim, 
daqui para a frente, as cartas a serem respondidas no CORREIO ELETRÕNICO scráo scleciona- 
das. de maneira que as críticas, sugestões, pedidos, consultas c oferecimento de circuitos aqui 
incluídos possam abranger interesse mais amplo possível entre os leitores. É comum que rece- 
bamos dc/enas de cartas tom consultas sobre um mesmo assunto. Nesse caso, será selecionada 
apenas uma carta, cuja resposta servirá para todos os que escreveram sobre o referido assunto. 
Assim, todos serio atendidos em seus interesses, ainda que de forma indireta. Pensamos ser essa 
a melhor solução, pois acreditamos que nenhum leitor gostaria que a seçío de cartas acabasse 
"roubando" páginas "'preciosas" destinadas à divulgação de novos projetos. Entretanto, voltamos 
a avisar que lodos os leitores que nos escrevem (mesmo que não tenham suas cartas respondidas 
aqui) são automaticamente cadastrados em nosso arquivo, ficando assim habilitados a receberem, 
no futuro, diretamente em seus endereços, catálogos, avisos sobre novidades inerentes à revista c 
a lançamentos de interesse do hobbysta. 

• • • 






CHEGARAM OS KITS ^ 

UMA EXCLUSIVIDADE 




SEI KIT 




(PROCURE CUPOM NO ENCARTE) 



59 



DICAS para o Hobbysta 

CURSO GRÁTIS DE CONFECÇÃO DE CIRCUITOS IMPRESSOS 

Essa é uma "Dica" importantíssima, especial para os estudantes, hobbystas, 
amadores da eletrônica, ou seja: todo o universo de leitores de DIVIRTA-SE 
COM A ELETRÔNICA. 

Embora por enquanto (aguarde novidades excelentes para breve. . .) a maioria 
das montagens publicadas seja baseada no uso de Placas Padrão de Circuito Im- 
presso, que já vem prontas (além, é claro, dos projetos desenvolvidos em barras 
de terminais, soldados ou parafusados), a tendência de todo hobbysta que, pouco 
a pouco aperfeiçoa seus conhecimentos técnicos e práticos da "matéria" e, mais 
cedo ou mais tarde, desejar confeccionar seus próprios Circuitos Impressos, espe- 
cíficos para cada projeto (seja ele publicado na revista ou de autoria do próprio 
amador. . .). Embora essa confecção não seja complicada, mesmo com o material 
necessário nem todos dominam a técnica (simples) dessa construção. 

Pois bem. Agora existe um curso de confecção de circuitos impressos, ABSO- 
LUTAMENTE GRATUÍTO (nenhuma despesa ou taxa mesmo) capaz de benefi- 
ciar diretamente todo hobbysta, estudante, professor ou técnico que resida na 
Grande São Paulo (ou mesmo em cidades não muito distantes da Capital de São 
Paulo). O curso é rápido (apenas uma aula), dado apenas aos sábados (ou pela 
manha' ou à tarde) e, embora curto e condensado, transmite noções básicas de 
eletrônica e componentes e, principalmente (objetivo básico do curso) a fácil 
confecção de circuitos impressos. 

A iniciativa do curso é de um industrial paulista, de grande visão e idealismo, 
que visa, unicamente, divulgar aos interessados as novas técnicas de construção 
de projetos. Representante do Departamento Técnico de DIVIRTA-SE COM 
A ELETRÔNICA compareceu ao curso, e comprovou a sua qualidade e eficácia. 

Os interessados poderão fazer a inscrição pelos telefones (011) 247-5427 e 
(011) 246-29-96.no horário comercial. Um pouquinho de paciência para aguardar 
uma vaga é necessária, pois a procura de interessados tem sido intensa. Em virtude 
da única aula do curso ser aos sábados, mesmo quem resida em outra cidade (desde 
que, naturalmente, não muito distante da Grande São Paulo) poderá, com faci- 
lidade, deslocar-se para receber a aula. 

Repetimos: não há ónus algum - absolutamente zero de despesas ou taxas - 
para o hobbysta que desejar fazer o curso. Oportunidade única, que o leitor de 
DIVIRTA-SE COM A ELETRÔNICA não pode perder! 



NOTA: 

Estamos realmente impressionados com a participação "em massa" dos leitores 
e hobbystas que nos enviam, diariamente, grande quantidade de ideias, dicas, su- 
gestões e circuitos de autoria própria. A presente seção de "DICAS" mostra, por 
si própria, o nfvel dessa participação, já que as duas ideias apresentadas foram en- 
viadas por leitores! Na verdade, é tão grande o número de "dicas" enviadas, que 
somos obrigados a fazer uma certa "seleção", para publicar as de maior interesse 
(embora todas sejam ótimas. . .). 



DICA 



FAÇA VOCÊ MESMO SEU CIRCUITO IMPRESSO 

leitor Marcos Hideto Mori, de São Paulo - SP "bolou" um método simples 
e barato de confecção de circuitos impressos e fez questão de divulgá-lo, pela seção 
de "DICAS", para que todos os hobbystas possam tomar conhecimento. O material 
necessário (relacionado a seguir), segundo o Marcos, é fácil de ser encontrado nas 
lojas especializadas. 

- Um vidro pequeno de esmalte de unhas (de preferência em cor escura). 

- Um pincel n.° 2 (acha-se em papelarias). 

- Um vidro de acetona (fácil de adquirir-se nas farmácias). 

- Uma placa virgem de circuito impresso. 

- Percloreto de feno, para efe tu ar a corrosão, 

- Perfurador de placas. 

Marcos afirma que (principalmente em São Paulo - Capital) todos os materiais 
devem ser comprados após uma pequena "concorrência", percorrendo-se várias 
lojas e anotando os preços. Com isso sempre se consegue uma boa economia, pois 
os preços variam muito de fornecedor para fornecedor. 

Tendc-se todo o material à mão, primeiramente limpa-se a placa virgem, usando 
a acetona, livrando-a de sujeiras e impurezas. Em seguida, com lápis, desenha-se 
(pelo lado cobreado da placa) os contornos do circuito impresso que se deseja. 
Com o pincel, passa-se uma camada de esmalte sobre os contornos previamente 
desenhados a lápis. Depois de seco o esmalte (a secagem é bem rápida), verifica-se, 
com cuidado, se não há falhas na pintura, que possam ocasionar "trincas" ou 
rupturas nos filetes cobreados. 



60 



61 



iWnV^ttnWníníníní^^ 



Usando-se uma vasilha de plástico (pode ser uma pequena bacia, adquirida em 
super-mercado), prepara-se a solução corrosiva, dissolvendo-se cerca de 200 gramas 
de percloreto em meio litro de água (guardar sempre essa "proporção" dos ingre- 
dientes no preparo da solução). Misture bem, usando um palito de madeira. 
Coloque a placa na vasilha de solução, com o lado cobreado virado para baixo. 
Em cerca de 15 minutos, a corrosão estará completa. Retire a placa da solução, 
lave-a bem com água e depois, usando a acetona, retire o esmalte (use um algodão 
molhado na acetona) que protege os filetes cobreados. Finalmente, basta perfurar- 
-se a placa, nos pontos desejados para as ligações dos componentes. 

Aí está, pois, o "método simplificado" de confecção de circuitos impressos, 
sugerido pelo Marcos, a quem agradecemos, ao mesmo tempo que parabenizamos 
pela grande clareza das suas explicações (quem sabe você não será, no futuro, 
um redator técnico, hein Marcos?). 



• • 



DICA 



LUZES MUSICAIS 



O leitor Gildeli Araújo Câmara envia um circuito que, em suas próprias palavras, 
,€ tem a capacidade de acompanhar ritmicamente, com uma ou mais lâmpadas 
(até 400 watts) qualquer tipo de som musical, proveniente de rádios, gravadores, 
amplificadores, e te". 

Na figura 1 está o circuito esquemático das LUZES MUSICAIS e na figura 2 
está o chapeado da montagem, no sistema "ponte de terminais", o que torna a 
construção muito fácil, até para aqueles que nunca montaram nenhum projeto 
(entretanto, aqueles que quiserem, poderão realizar a montagem de forma ainda 
mais compacta, confeccionando um pequeno circuito impresso, consultando a 
"dica" do Marcos. . .). 

LISTA DE PEÇAS 

- Um SCR (Reuficador Controlado de Silício) MCR106 (os equivalentes são 
oTIC106,C106ouIR106). 

- Um diodo 1N4002. 

- Um tranformador de saída para transístores (pode ser usado o Yoshitani 5/16"). 



RX 



LAMPADV5. 



eMTR^DA 




,0i 
J/t 



4K7-"- 



T WKJt 




MCR KOb 



H N4002 



0= 

WV.CA 



TRANFORMADoR 

SAfDA P/ 
TRANSlSTOR 



— Um capacitor de poliéster de .01 /jF 

— Um resistor de 10KÍ2 X 1/4 de watt. 

— Um potenciômetxo de 4K7C2, com knob. 

— Um pedaço de ponte de terminais soldados, com cinco segmentos (pode ser 
cortado de uma barra "inteira"). 

— Um resistor (RX) com valor estipulado pela tabela a seguir, dependendo da 
potência de saída de áudio do aparelho ao qual as LUZES MUSICAIS forem 
ligadas. 



potência do aparelho 
até 5 watts 
de 5 a 20 watts 
de 20 a 50 watts 
de 50 a 70 watts 
mais de 70 watts 



valor do resistor 
33S2 
100Í2 
220£2 
330S2 
470Í7 



(O resistor RX - qualquer que seja o seu valor, deve ser para 2 watts). 

A montagem é simples, bastando seguir com atenção o desenho 2. Confira 
tudo com cuidado ao terminar e não esqueça de que, pelo menos uma parte do 
circuito estará sob tensão da rede ((110 volts) e, portanto, todo o cuidado e 
atenção quanto a "curtos" e isolação são recomendados. A "entrada" do LUZES 
MUSICAIS deve ser ligada à saída de um rádio, gravador ou amplificador (pode até 
serm em paralelo com o(s) Alto-FaJante(s) existente(s) no equipamento). Uma ou 
mais lâmpadas (que podem, para melhor efeito, serem coloridas) devem ser ligadas 
á "saída" do dispositivo. Ouvindo música, regule o volume do rádio, gravdor ou 



62 



63 



rtrCrCrírtrtrCrtrirtrtrtrtrtrtrtr^^ 



MCR JO& 



E"N"1<?ADA 




4-fOV.CA 



amplificador, ao seu gosto, depois, ajuste o potenciômetro do LUZES MUSICAIS, 
até que a lâmpada (ou lâmpadas) acoplada ao aparelho comece a "seguir" a música, 
isto é: a luminosidade da lâmpada "acompanhará" as passagens da melodia, ficando 
mais forte, sempre que a música se manifestar "mais alta", e assim por diante. 
É um interessante efeito para se usar em bailinhos e festas e, com alguma cria- 
tividade no "arranjo" dado às lâmpadas ligadas ao aparelho, o "visual" será real- 
mente muito bom. Agradecemos ao Gildeli pela colaboração. 



• • • 



AGORA VOCÊ PODE 

assinar 

DIVIRTA-SE 

COM A ELETRÔNICA! 

(VEJA O ENCARTE) 

~ / 

64 




ASSINE 




POR APENAS 
Cr$ 1.800,00 




Prezado amigo: 



Em atendimento a reiteradas solicitações 
de nossos leitores, estamos inaugurando nesta 
data o nosso Departamento de Assinaturas. Como 
assinante de DIVIRTA-SE COM A ELETRÔ- 
NICA você desfrutará das seguintes vantagens: 

1. Passará a receber comodamente em casa 
os exemplares da sua revista, sem nenhuma 
despesa de correio. 

2. Pelos 12 números de sua assinatura 
anual, você pagará o mesmo preço durante o 
ano inteiro. Quer dizer: o aumento periódico 
de preços dos exemplares vendidos nas bancas 
nJo incidirá sobre a sua revista. Você continuará 
a recebê-la por Cr $ 150,00 até o termo de sua 
assinatura. 

3. Você garante o seu exemplar, sem a 
preocupação de adquiri-lo nas bancas e sem 
o risco de perder importantes edições, indispen- 
sáveis para a continuidade da sua coleçío. 

Você tem em mãos dois cupons de assina- 
tura: um para você, outro para aquele seu amigo 
também ligado às mesmas diversões, que pre- 
enchem os seus momentos de lazer e acrescentam 
multo aos seus conhecimentos de Eletrônica. 

Cordialmente, 



1 



BARTOLO F1TTIPALDI 



RTA-SE COM A 




Se você quer comple- 
tar a sua colecão de 
Dl VI RTA-SE COMA 
ELETRÕNICA, peça 
os números atrasados, 
pelo reembolso pos- 
tal, a BÁRTO LO FIT- 
TIPALDI - EDITOR 
- Rua Santa Virgínia, 
403 - Tatuapé - 
CEP 03084 
São Paulo - SP. 

DwrcnJV-SE com ^\ 
ELETrtfcHCfl 



DMRTA-SE C OM A 

BLETROtER 

'tSil" aMO ^Sfetfc. 





> RESERVE DESDE JA, NO SEU JOR- 
NALEIRO, O PRÓXIMO NÚMERO DE 

CHVIRTA-SE COM A 

ELETflOtííCfl 

projetos fáceis, jogos, utilidades, pas- 
satempos, curiosidades, dicas, infor- 
mações... NA LINGUAGEM QUE VOCÊ 

ENTENDE!